Compras de Natal

Adoro fazer compras de Natal! Adoro dar presentes. Pensar no que é que cada pessoa ia gostar mais de receber e procurar o presente ideal.

É a altura do ano que mais adoro passear nas lojas, especialmente nas ruas, mas também no shopping.

Adoro as decorações, as luzinhas, as músicas, os embrulhos caprichados, o ar alegre das pessoas e até os cheiros!

Mas também é a altura do ano em que mais me apetece ser rica. Gostava mesmo de poder dar bons presentes a toda a gente! Como tenho uma família grande, o budget definido para cada um é sempre baixo, por isso fico mesmo desconsolada por ter de procurar especificamente coisas de determinado valor; quando o presente ideal ia custar 10 vezes mais!

Quem me dera poder ir a uma ourivesaria e comprar um presente para a minha mãe, avós, tias, irmãs, amigas etc!

Mas não… ainda não chegou o dia. Nem me parece que esteja perto. A não ser que me saia amanhã o Euromilhões ! 😀 O que importa é manter a esperança! Ainda que nunca me tenha saído nem o último prémio…!

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O peso na gravidez

Para quem me conhece (ou vai conhecendo) pode imaginar o stress que é o aumento de peso, para mim, durante a gravidez. Não o aumento das gramas (quilos) em si – porque já estamos racionalmente à espera e é o que tem de ser – mas o aumento de volume, a mudança de corpo (absoluta).

Ainda por cima hoje em dia as grávidas são todas magríssimas, com pernas skinny e ossos do peito à vista…! Não é como antigamente. A minha mãe e tias enfiavam-se numas jardineiras de ganga tamanho XXL e ninguém sabia o que se passava lá dentro ao longo da gravidez.

Jardineiras de ganga? Não, obrigada. Não quero parecer um ovo kinder com as alças sempre meias a descair por causa dos ombros arredondados :s

Nesta segunda gravidez, como tenho de estar em repouso, por um lado, não posso abater nada do que como porque estou proibida de fazer qualquer tipo de atividade física e, por outro, o tempo demora muito mais a passar estando em casa e, por isso, tenho muito mais vontade de comer.

Por isso, faço um apelo para quem se cruzar comigo durante os próximos 4 meses: não vamos abordar este assunto nem ter conversas como:

  • “Ai estás mesmo com ar de grávida!”
  • “Estás tão bem! Já tens cara de grávida!”
  • “Estás mesmo bonita. Tens aquele brilho especial de quem está à espera de bebé!”

…ou outros derivados.

Todos estes comentários amorosos que vos apraz dizer, são traduzidos para qualquer grávida como “MEU DEUS, ESTÁS TÃO GORDA E INCHADA!”. Portanto, não abordar o assunto, falar sobre outras coisas por favor.

(Depois há a minha avó. Sempre que me vê diz que estou cada vez mais magra. 🙂 Isso também não… ok? O ideal é não abordar o tema mesmo.)

Obrigada.

I’m addicted to you

Comecei em dietas há 10 anos e, desde aí, fosse em fases de maior rigor ou de mais desleixo, nunca deixei de comer (pelo menos) um quadrado de chocolate por dia. Sempre consegui emagrecer normalmente, apesar disso, e aquele momento sabia tão bem que eu nunca abdiquei dele.

Nesta gravidez, com a enchente de hormonas e o stress do descolamento, acabei por fazer alguns abusos, na maioria das vezes com chocolate à mistura.

Um dia, o Tó trouxe-me uma mão cheia de chocolates! E durante uma semana eu comi um chocolate por dia. E não estou a falar de um quadrado, falo de um kit-kat num dia; no dia seguinte, uns M&Ms; no terceiro dia outro qualquer, and so on.

No último dia decidi calmamente que durante uma semana não ia tocar em chocolate, que ia fazer uma desintoxicação. Achei que era só decidir e pronto. Pois descobri que sou verdadeiramente viciada em chocolate.

Toda a vida ouvi dizer que chocolate vicia, que coca-cola vicia, etc. Mas para mim, os verdadeiros vícios eram tabaco, álcool e jogo… Nunca pensei que podia ser fisicamente viciada em chocolate!

Consegui passar uma semana sem tocar em chocolate mas SOFRI. Sofri mesmo. Não me conseguia concentrar em nada, estava sempre a pensar em chocolate! Arranjava desculpas constantes para quebrar a minha promessa e ir comer nem que fosse só um quadradinho…!! E fiquei mesmo espantada com os processos psicológicos pelos quais passei para resistir! Quase senti literalmente o diabinho e o anjo nos meus ombros – estilo o anúncio do brigadeiro.

E eu nunca me vicio em nada – nunca me viciei em nenhum jogo muito dificilmente me vicio numa série – mas, pelos vistos, tenho um vício há anos e nem sabia!

Mais alguém se acusa?

Compras online – Blhac.

Diz que os “Portugueses gastaram mais de 10 milhões de horas em ecommerce no último trimestre de 2017” (22% acima do registado no mesmo período, no ano passado) – segundo o Grupo Marktest.

Eu fui um deles.

Fazer compras ou, pelo menos, passear nas lojas é terapêutico para mim, é crucial para o meu equilíbrio; por isso, quando fiquei de “repouso absoluto” por tempo indeterminado, fiquei confinada às compras online.

Nunca fui muito fã do ecommerce. Por várias razões:

  • por um lado porque “passear” nas compras em formato online não tem a mínima graça – temos quase sempre de escolher categorias e, depois, ver os produtos 1 a 1, postos em meio corpo de modelo e não conseguimos sentir o toque nem usufruir da organização de tons ou estilos, ou mini-coleções que encontramos nas lojas físicas.
  • por outro lado, tenho sempre a impressão de que a oferta online é muito mais reduzida do que nas lojas físicas – embora também existam as gamas exclusivas online.
  • por último e, embora me envergonhasse um bocado, confesso que tinha algum medo de que alguma coisa corresse mal na entrega ou na cobrança. Sentia-me um bocado old school por ter esta resistência.

(para além do inconveniente da ter de estar em casa para receber a encomenda mas que tinha resolvido, mandando entregar no escritório).

Tive de me contentar com este tipo de compras, até porque a Luisinha não tinha nada para vestir no inverno e eu fiquei de cama no início de setembro! Já tinha feito algumas compras antes e, nem sempre, tinha corrido às mil maravilhas.

Fiz então algumas compras em marcas mais conhecidas e solidificadas, como também em pequenas marcas “de instagram”. Recebi produtos de Portugal e de fora do país e, até agora, só tive stresses !!! Afinal, a minha resistência não era tão parva assim. Tinha razão de ser.

  • Desde ficar dias e dias à espera de uma encomenda, até que a marca me informou que foi devolvido aos correios porque ninguém abriu a porta de casa – lá fui eu aos correios, levar com uma fila de 15 pessoas, para ter de ouvir que os CTTs passaram em minha casa, bateram à porta, eu não abri e não me deixaram nenhuma notificação – eu tenho a certeza absoluta de que estava em casa no dia e hora indicados. Para além de que, paguei 3€ de portes – por isso, fiquei muito irritada por ter de lá ir levantar o pacote.
  • Continuo à espera de uma encomenda que fiz e paguei em Maio no site Zaful e que nunca recebi. Já trocamos vários emails e ainda não percebi o que aconteceu.
  • Recebi uma notificação de que os CTTs estiveram em minha casa na 6ª feira a uma hora a que eu não estava. A indicação que me deixaram foi de que tenho 2 dias úteis para ligar a agendar nova entrega; já tentei ligar 3 vezes para os CTTs, deixei-lhes mensagem para me ligarem de volta quando puderem, segundo indicações do atendedor de chamadas, às 11:30. Até agora, não me ligaram de volta.
  • O Tó encomendou uns vinis há 2 semanas que só chegaram hoje. Vieram de Londres… Não da China.

(E as trocas? E as desilusões que temos quando confrontamos o produto real com a imagem do site?…)

Portanto, não estou feliz com estas experiências. Mas, mesmo que corresse tudo perfeito, há um factor que o ecommerce não consegue substituir às compras presenciais que é a compra imediata; o ter o produto logo na mão e poder leva-lo para casa. Por isso, duvido muito que o ecommerce venha mesmo substituir as compras tradicionais. Pelo menos para mim, não tem absolutamente nada a ver! Continuo a preferir mil vezes ir ao shopping e poder passear pelas lojas. Ou se tiver mais tempo, ir às lojas de rua que adoro ainda mais.

E sou muito muito reticente em comprar naqueles sites, habitualmente, asiáticos, em que temos de esperar 40 dias para receber as compras em casa ! Não entendo como é que alguém tem interesse em escolher e comprar hoje um produto e recebe-lo quando a estação já está a acabar :p Mesmo que não seja roupa ou acessórios. Quando recebemos as encomendas já nem nos lembramos que tínhamos feito aquelas compras! E com jeitinho, até já tínhamos mudado de casa!

Efeito Popota

A Luisinha está com 20 meses (para quem não quer fazer contas, tem pouco mais do que 1 ano e meio) e começa, nesta altura, a ficar atenta à televisão já durante algum tempo (15min maximo). O programa preferido é o Ruca mas ainda não vê um episódio inteiro.

Na realidade, o que mais a prende são os intervalos do Panda porque os temas mudam rapidamente e todos os clips tem ritmo e música.

Dá-me a impressão que tudo é novo para ela na televisão! Porque, até agora, quase sempre que falámos de animais foi através de imagens estáticas e sons e, na televisão, eles falam e andam e fazem asneiras e brincadeiras.

Mas o que me trouxe a falar sobre este assunto foi o que aconteceu no domingo à noite. Estávamos na sala e estava a dar o telejornal. A Luisinha estava no sofá de chupeta meia entediada mas quieta. No intervalo começou a dar o anúncio novo da Popota (provavelmente a estreia de este ano porque deu a versão inteira e a meio do telejornal de domingo) e posso garantir que ela NUNCA tinha visto nem ouvido falar da Popota!

Aqueles 40 segundos foram tão impactantes para ela que, tirou a chupeta, inclinou-se no sofá e começou a dançar com a cabeça espontaneamente, sem qualquer estímulo nosso que continuamos nas nossas vidas. Quando acabou, começou a choramingar, a olhar para nós e a apontar para a televisão. E eu disse: “Era a Popota!” e ela riu-se e disse “Popota!”.Mais tarde, quando a fui deitar, ela começou a pedir “Papato mãe!” e eu assumi que estava a pedir para por os sapatos para não ir pra a cama. Mas ela insistia: Papato, Papato..!! Até que me lembrei da Popota. E quando disse “Popota??”, ela sorriu com toda a expressão! Mostrei-lhe no telemóvel e despedi-me dela.

Desde esse dia que se lembra espontaneamente da Popota com regularidade. Estava agora sentada no sofá a tomar pequeno almoço e a televisão está ligada. De repente, ela vem a correr para mim com uma excitação estranha! Apontou para a televisão e lá estava ela “a lenda do Natal!” – lol. Lenda do Natal é a Leopoldina!! 😭😭😭 Got it?!

Lado B(om)

Para os que não sabem, estou em casa de repouso desde o início de setembro porque tive um descolamento da placenta.

Os primeiros tempos foram muito difíceis porque tinha de fazer repouso absoluto (meaning estar sempre deitada e só levantar para ir ao wc) – ou seja, fiquei logo sem a Babylu que andou a saltitar entre as casas dos avós durante 1 mês e meio.

Não sou pessoa de me atirar para o sofá e ficar a fazer zapping na televisão por isso tive bastante dificuldade em preencher aquelas horas intermináveis.

Entretanto, o descolamento diminuiu significativamente e a médica deu-me o ok para começar a fazer algumas coisas com muito cuidado – ou seja, “pode ir dar uma voltinha até ao café ou a uma loja de rua e voltar para casa e deitar-se”. A minha vontade foi combinar mil programas e fazer imensos projetos. Mas tem de ser tudo com muita calma.

É certo que, até ao final da gravidez não vou poder pegar em pesos (o que me custa mais são os 12kg chamados Luisa) nem guiar. Mas, apesar das restrições, já tenho tido uma vida bastante mais preenchida.

E como em tudo existe o reverso da moeda, sinto que o maior privilégio desta contrariedade (para além de “salvar” o baby nº 2, claro) é poder estar tanto tempo com a Luisinha. Se não fosse o (raio) do descolamento, nunca teria a oportunidade de passar tanto tempo a absorver esta fase espetacular que ela está a passar; de passar horas a vê-la brincar, de lhe ensinar milhares de coisas todos os dias, de me dar a conhecer como a mãe dela. Com tempo, o ser mãe é muito mais emocionante!

♡♡♡♡

Volume e mais volumes !

Porque é que logo no inverno em que tenho o meu próprio volume natural vem a moda dos bolsos gigantes de pelo e pom-pons por todo o lado?

ADORO todas as camisolas e vestidos com volumes de pelos em bolsos ou mangas e ainda adoro mais os pom-pons mas este ano acho que vou optar por não usar ou por escolher muito bem o modelo…

Os meus dois modelos preferidos são estes da zara:

Não me dá jeito fazer compras agora anyway, já que acabámos de mudar de casa e fartamo-nos de ter despesas, portanto, paciência.

Quem puder, aproveite! Acho que estas tendências trazem imensa graça aos outfits mais cinzentos habituais do inverno !