1 mês de 2

Como assim só passou 1 mês?!

Talvez por, para nós, contarem os dias E as noites, para mim, parece que o António já nasceu há muito mais tempo.

Lembro-me de quando a Luisinha fez 1 mês. Estava tudo muito mais fresco, eu continuava com uma corda ao pescoço de stress, de inseguranças, pela imaturidade, talvez. Estava habituada a bebés, achava que ia ser fácil, mas não. Ser mãe é totalmente diferente. Eu era a responsável pela primeira vez.

No outro dia, disseram-me “ser mãe do segundo filho é uma grande aventura… não é?” e é mesmo! Não contava com isso, achava que ia ser “só mais um” lá em casa.

Por um lado, como mãe do António, sinto uma tranquilidade diferente, estou muito mais calma e segura. Todo o processo está a ser mais fluído e normal – mesmo as noites que têm sido uma loucura!

Por outro lado, a gestão de dois filhos pequenos é mais complicada do que eu contava. Estando sozinha com os dois, é certo que, sempre que um precisa de mim, o outro também pede atenção! Tem sido realmente uma aventura e há alturas em que fantasio com o António já com 2 anos 🙂 Mas tudo a seu tempo.

Estou orgulhosa de nós que ousamos em sermos pais novos, a repetirmos a dose tão cedo, a fazer este esforço nesta fase pela família que é o nosso principal projeto. Não é fácil mas compensa – e tantas vezes temos provas de que compensa! Basta uma piada da Luisinha ao jantar!

At the end of the day, já temos dois filhos perfeitos que temos a oportunidade de formar e educar e babar. não vou dormir.

Obrigada Tó, pela nossa família. LY

 

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Como é que a Luisinha está a reagir?

Toda a gente me pergunta como é que a Luisinha está a reagir ao bebé. É realmente um choque grande para um filho único, habituado a ter os pais e as atenções só para ele, de repente, ter um bebé amoroso em casa que precisa de cuidados dia e noite.

A Luisinha adora o irmão, sempre que lhe consegue chegar dá-lhe beijinhos em todo o lado ou faz festinhas ou dá-lhe a mão.

Fala com ele convicta de que ele a percebe.

Quando o ouve chorar pergunta “que se passa bebé?”; quando ele chora e não estamos por perto, ela fica aflita e vai-nos chamar.

Faz-lhe perguntas repetidamente na expectativa de receber uma resposta e fica desiludida por ele estar sempre a dormir ou a chorar.

Por outro lado, desde que viemos para casa com o bebé, noto que faz muito mais asneiras. Aproveita para me enfrentar quando sabe que não posso reagir (quando estou a dar de mamar ou a dar banho ao António). Olha para mim e diz “estou a fazer asneiras” enquanto as faz à minha frente. Para além disso, pede muito mimo e atenção. Encosta-se a nós, pede para brincarmos com ela e sentarmo-nos no chão.

Acho que é um processo normal e que lhe vai passar rápido.

Eu, por outro lado, estou a passar pelo processo de ter um para ter dois filhos que também tem muito que se lhe diga, embora nunca tenha visto ninguém falar sobre isso! Mais para a frente explico – ainda me estou a analisar 🙂

Hello #babynr2 !

Na 3a feira passada nasceu o nosso segundo bebé – o António Maria!

Veio com 4kg e 52cm, um bebezão! Apesar de ter sido exatamente na mesma altura e no mesmo sítio onde nasceu a Luisinha, tudo foi diferente.

Quando a Luisinha nasceu foi tudo estranho, tudo assustador. Contei na altura que olhava para aquele bebé e não percebia que era mãe dele, não foi instintivo nem instantâneo. Foi um processo complexo. (Acho que ninguém duvida que adoooooro a minha filha.)

Agora já sei o que é ser mãe. O que sentimos pelos filhos, quem sou eu como mãe, o que acho melhor para eles, como quero fazer as coisas.

Sinto uma segurança incomparável e consigo saborear cada momento. Aliás, a melhor aprendizagem que retirei da experiência pós-parto da Luisinha foi: quando nasce um bebé, não vale a pena stressar, os primeiros tempos têm de ser dedicados a eles. Não há volta a dar, não dá tempo para mais nada!

E secretamente, acho que afinal até gosto de recém-nascidos! 👶🏻

Countdown (tic tac)

Compromisso com a obstetra – aguentar o António cá dentro mais uma semana. Só amanhã completamos as 37 semanas e o bebé deixa oficialmente de ser considerado prematuro.

Ou seja, voltámos ao início: última semana de gravidez está a ser vivida em repouso (só que a engordar tipo o triplo por minuto…).

A ansiedade é inevitável e tenho passado os dias a imaginar todos os cenários possíveis: será que me vão rebentar as águas de repente? Será que com todos estes cuidados (e a tomar todo este magnésio) afinal ele não vai querer nascer? Vou ter muitas dores? Vai correr tão bem como o da Luisinha? O Tó vai chegar a tempo do parto? (está fora em trabalho).

Estou cada vez maior e com a barriga prestes a explodir! E estes próx dias serão a viver literalmente “à espera”… Again as always – “a prioridade é o bebé” – nós ficamos sempre e 3º ou 4º plano… Força a todas as grávidas de fim de tempo! 💪🏻

 

3 Anos de blog

Há 3 anos comecei este blog.

Na altura era uma recém-casada a dar os primeiros passos na carreira e com uma casa para gerir pela primeira vez. Coincidiu com uma fase em que os meus amigos mais próximos foram viver ou estudar para fora e fui sentindo progressivamente algum isolamento pela quantidade de tarefas novas que tinha a cargo + maior dificuldade em aceder aos amigos.

Esta foi, então, uma forma de contar alguma coisa sobre a minha vida e sobre as minhas ideias/opiniões a quem quisesse saber! Tive um excelente feedback inicial e os meus amigos e conhecidos enviavam-me mensagens a incentivar bastante a que continuasse a escrever.

Com o aumento de visualizações e crescente onda de reações de quem ia lendo o blog fui sentindo maior pressão para criar conteúdo, para conquistar publico, para tornar isto em algo mais a sério. Por outro lado, também fui sentindo o peso da exposição porque me ia apercebendo que imeeeeensa gente aleatória sabia sobre a minha vida e sobre o que pensava sobre determinado assunto, e isso, em fases mais sensíveis da minha vida, incomodou-me.

Portanto, fui vagueando por várias fases:

  • “Quero mesmo investir no blog”
  • “Quero lá saber do blog”
  • “Esta ideia foi ridícula!”
  • “Whatever”
  • “Escrevo quando me apetece e pronto.”

Neste momento estou numa de “escrevo quando me apetece e sobre o que quero” porque me apercebo que é isso que me dá prazer. Não será a melhor estratégia para ter um blog de sucesso mas eu só quero ter o MEU blog.

Quem me foi acompanhando reparou que houve períodos (longos) em que não publiquei nada. E aviso: vai continuar a acontecer. Porque há momentos em que simplesmente não tenho nada para dizer.

E como leitora cada vez mais assídua de outros blogs/contas de instagram, apercebo-me de que a coisa que mais me faz perder o interesse são posts vazios ou forçados que, infelizmente, é o que encontro mais. Já nem falo de posts patrocinados ou politicamente corretos (estilo “dia da mulher”), falo, por exemplo, de quando nos saturam com a mesma sessão fotográfica nas várias redes ou quando nos vêm dizer nada sobre um assunto qualquer.

Portanto, 3 anos… YAY! Vamos ver quantos mais irei celebrar 🙂

Histerismo pré-natal

Durante esta gravidez acabei por seguir bastante bloggers/influencers grávidas. Por coincidência, muitas delas vão ter o bebé por agora como eu. Por coincidência ou por ser 9 meses depois do verão! 😄

Passei estes meses com uma sensação de “não ter nada pronto” para o nascimento do António mas rapidamente me acalmava por efetivamente ser cedo para tratar das coisas quando ainda faltavam séculos  para ele nascer!

Reparei que às 20/25 semanas já compram infacol e bebegel, fazem montes de DIY para o quarto do bebé, encomendam semanalmente os mais variados apetrechos de puericultura (cadeiras, espreguiçadeiras, ninhos, almofadas de amamentação, etc), máquinas para fazer sopinhas, frutinhas, etc (pessoal, até aos 4 meses eles só tomam leite!! e claro que podemos fazer sopa da forma tradicional…), compram infinitos bodies e touquinhas… enfim, não sei onde enfiam todas estas tralhas! 🤷🏼‍♀️

– até baldes do lixo especial para fraldas mal cheirosas… quem pode, pode… –

Eu fui fazendo algumas comprinhas, tratei da alcofa, e pouco mais.

Entretanto chegaram as contrações e o António Maria está cheio de vontade de nascer e eu numa semana preparei o enchoval juntando as coisas novas, as roupas guardadas da minha mãe e roupas mais neutras que eram da Luisinha. Hoje fiz a mala e falta-me só comprar fraldas, toalhitas e produtos de higiene/amamentação. Acho que não preciso de mais do que uma ida à farmácia que, no limite pode ser feita por outra pessoa – em caso de urgência.

Não é que não tenha sonhado e babado com tudo o que tem a ver com o bebé, andei pelos sites e lojas de bebé, comprei coisas giras etc – também tenho a sorte de ter imensa guardada da minha mãe – mas fico parva com o exagero destas grávidas que sigo que nem sei como têm casa para guardar tantas tralhas que vão comprando durante a gravidez!

Pregnant’ tip

Quando estamos “de fora” é do senso comum sabermos que não vale a pena comprar muita roupa de grávida porque passa num instante e de um dia para o outro deixa de ter utilidade.

“Sim, sim”… Eu também sei isso e entre gravidezes apostolei o mesmo, até porque comprei algumas coisas no 3º trimestre da Luisinha e senti exatamente que não valeu a pena.

De qualquer modo, enquanto estamos grávidas, sentimos que é um processo eterno e que PRECISAMOS de ter coisas que se adaptem ao nosso corpo e que nos assentem bem. Porque é verdade que conseguimos desenrascar alguns trapos de “roupa normal” para nos cobrirmos mas que não nos fazem sentir giras.

Então, desta vez, experimentei fazer ao contrário – as roupas que comprei foram pensadas para ficarem bem e serem úteis depois da gravidez.

Comprei duas saias midi de elástico, onde cabe sempre a barriga mas também não fará falta quando não a tiver, comprei 3 camisolas oversize que compraria ainda que não estivesse grávida e dois vestidos compridos onde também cabe uma Leonor XL mas também caberá a XXS em que me vou tornar 🙂

Mas a melhor escolha que fiz foi as calças de maternidade. Destas não podemos fugir porque é impossível usar calças de ganga seja de que modelo forem durante a gravidez – pelo menos eu não consigo.IMG_0031

Na gravidez da Luisinha usei as calças normais com aquele pano todo para tapar a barriga. Desta vez comprei só umas calças de ganga com elástico na cintura que tenho usado over and over e que são super confortáveis!

E o melhor de tudo é que vão ser perfeitas para o pós-parto. Quando a Luisinha nasceu, durante o primeiro mês, usei as calças de grávida e senti-me sempre mesmo trapalhona porque todo aquele pano da barriga ficava a sobrar e eu enrolava-o nas ancas para não cair e sentia-me ridícula.

Comprei as minhas na Primark e queria comprar também as pretas equivalentes mas nunca encontrei tamanhos pequenos. Aconselho a 100%!