#look2 – a sunny (family) sunday

Ontem vesti-me assim.

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Dei uma voltinha pelas lojas e vi esta blusa.

Já lá vão os tempos em que podia comprar “vários artigos por talão” e, por isso, as minhas compras agora são muito mais ponderadas.

Vivo verdadeiros episódios de ansiedade dentro das lojas perante um monte de coisas giras no provador (exagerando um pouco… ou não).

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Porque a comprei?

Comprei porque:

1) Adorei-a.

2) Não tenho nenhuma que faça as vezes.

3) É uma peça essencial para esta estação mas não tão vulgar que não seja lembrada.

4) Para além do desenho da renda, tem o desenho dos acabamentos (remate recortado no decote, nas mangas e na parte de baixo)

5) Todos os detalhes da blusa foram pensados e, por isso, tem muito bom aspeto.

6) É uma peça que dá para um look mais casual e mais formal.

Cada vez dou mais valor ao bom aspeto das peças! (Não sei se é da idade…)

O aspeto – entenda-se como um bom tecido, um bom corte e sem descurar nenhum detalhe – para mim, sobrepõe-se ao design da peça. Porque uma peça que caia como uma luva, quase que ganha vida!

Numa fase de transição (entre miúda mais nova que quer ter o top-da-zara-que-toda-a-gente-tem e agora), pensei que o ideal era apostar no bom aspeto das peças base, nos básicos.

Mas de que me vale ter o crop-top florido da primark se vou encontrar mais três raparigas vestidas igual a mim e depois de o lavar provavelmente já não o posso usar?

Hoje penso exatamente o contrário (vêem como estou sempre com a cabeça a mil?).

O ideal é apostar no aspeto em peças marcantes.

Porque é isso que marca e que é lembrado.

Faço uma ressalva, tudo o que seja em pele – botas, casacos de fora, carteiras – já não é assim.

Nestas peças o mais importante para mim é a resistência e não o design, tendo em conta que as vou usar repetidamente.

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Por exemplo, a carteira que usei com esta blusa é em pele, da Massimo Dutti, oferecida no Natal há 2 anos e eu farto-me de a usar, cheia de tralha e mantém-se ótima!

Quadrado branco

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Quem descobre de onde é a blusa?

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TODAS AS SEGUNDAS, UM RECOMEÇO

DIETA

É um tópico importante a conhecerem sobre mim.

Nasci bastante pesada (5kg…!) e sempre fui uma criança gordinha. Tenho muita tendência para engordar e vivo com essa consciência e cada vez me adapto melhor a essa realidade.

Mas nem sempre foi fácil.

Adoro comer! Comer é (talvez) o maior prazer que temos e, para piorar, a tentação de comer persegue-nos para todo o lado: na nossa cultura todos os programas envolvem comer, sejam familiares, sociais ou profissionais e para não ficar uma bola tive de aprender a controlar-me.folhados

Com 18 anos entrei nesta loucura da busca pelo peso ideal e pela “perfeição” – uma imagem que a sociedade me obrigou a construir e que nunca conseguirei alcançar porque simplesmente não é o meu formato de corpo. Não sou alta, não tenho as pernas longas e magras… E durante algum tempo aceitar/ver isto foi difícil para mim.

E continua a ser, nalguns momentos.

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Aprendi a conhecer o meu corpo, os meus limites e as minhas capacidades de auto-controlo e consegui emagrecer cerca de 10kg. Demorei 1 ano a emagrecer porque não me privei de comer o que me apetecia aos fins de semana.

Podia ter emagrecido mais rápido, mas nunca ia aguentar tanto tempo e o meu peso facilmente voltava ao inicial, se assim o tivesse feito.

Passados 7 anos ( !!!! ) sou uma mulher magra. Mantenho-me com um peso que me agrada (embora nunca seja o suficiente) e parece-me que já descobri o meu equilíbrio – aquilo que funciona para mim e me possibilita viver com esta consciência, esforçando-me mas tirando partido da vida e das coisas boas.

Tenho muito para dizer sobre isto…

Mas ficará para outra altura.

Hoje é segunda-feira. E todas as segundas são dias de recomeço.sopa de broculos

Segunda feira é aquele dia em que acordamos sem fome (até um pouco mal dispostas com o que comemos no fim de semana) e tomamos o pequeno-almoço “à força” porque nos ensinaram que é a refeição mais importante do dia e porque sabemos que estamos em dieta e psicologicamente já temos fome.

maça

Fazemos dieta perfeita porque ainda temos baterias carregadas no fim de semana e até fazemos exercício. Estamos animadas e temos força para enfrentar uma semana recheada de tentações que nos vão ocupar a cabeça e causar (muitos) momentos de desassossego e ansiedade.

Mas e se?

E se à segunda feira não trazemos o almoço para o trabalho? Ficamos restringidos às opções da cantina ou do bar – e já não fazemos tão dieta como queríamos. Ficamos irritadas, resmungamos enquanto almoçamos e os colegas invariavelmente dizem “Oh deixa lá isso, uma vez não faz mal…”

E se um colega de trabalho faz anos? E insiste até ao limite para comermos uma fatia de bolo, dizendo que fica ofendido se não o fizermos porque… “Uma vez não faz mal...”

E se alguém nos estende um pacote de m&ms? E quando dizemos que não queremos, dizem “Oh só dois não faz mal…”

E se temos um momento de stress no trabalho e somos bombardeados com uma prateleira de chocolates ao pé da máquina de café? Pensamos “eu mereço, o dia está a correr mesmo mal e amanhã recomeço.”

E se não jantamos em casa? E mesmo comendo só carne/peixe e salada, alguém insiste para repetirmos ou para comermos um bocadinho de doce porque… “Uma vez não faz mal…

Courgete

Os nossos dias estão recheados de encolher de ombros e olhares de incompreensão e até de “pena”, como quem olha para um doente, quando somos magras e fazemos dieta.

E isso é só mais uma coisa com que temos de lidar. Para além de todas as tentações que nos aparecem durante o dia. Mas também, mais coisa, menos coisa… Pff…

Hoje é segunda-feira, é dia de recomeço!

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#look1 – a cloudy start of spring

Hoje vesti-me assim.Look 1

 Nestes dias em que já cheira a primavera mas a luz lá fora é cinzenta, é difícil decidir o que vestir.

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Neste inverno usei muito a mistura do preto e do camel e ainda me apetece usar.

Este lenço era da minha avó e eu uso-o imenso.

É um clássico que dá sempre para usar e por isso, não abdico de o ter na gaveta nas estações mais frias.

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Os botins e a carteira são duas peças matchy que adoro usar juntas!

A carteira tem um tamanho óptimo e, apesar de ter um formato e uma alça mais casual, o seu material preto, trabalhado (crocodilo) e envernizado, dá-lhe um toque chic.

Os botins têm exatamente o mesmo material e eu adoro-os. fotografia 5Uso-as juntas porque, apesar de terem o mesmo material – o que podia fazer com que a sua conjugação ficasse pesada -, são ambas peças leves.

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Blusa preta com folho: Zara

Calças em napa camel: Stradivarius

Botins pretos: Sfera

Carteira preta: Zara

QUAL A LINHA QUE SEPARA?

BRINCOS STATEMENT

QUAL A LINHA QUE SEPARA O QUE É GIRO E O QUE É TOO-MUCH?

Cute earrings

Hoje pensei nisto.

Tenho sempre esta dúvida.

Há montes de modelos deste estilo de brincos, de todas as cores e tamanhos e hoje em dia parece que se gosta quase indiscriminadamente de todos.

Surge, mais uma vez a questão da habituação.

Habituamo-nos ao excesso de informação que este tipo de brincos consegue ter, e cada vez nos “choca” menos a mistura de pedras e cores.

BrincosMangoA minha dificuldade é sempre:

é giro ou é piroso?

Vou ficar vistosa-gira, ou vistosa-too-much?

Para mim, cada vez mais tudo é permitido neste tipo de brincos.

O mesmo não se aplica aos colares statement, mas hoje: não pensei sobre isso.

O essencial é a base com que são conjugados.

Se vestirmos uma base lisa branca ou preta diria mesmo que tudo fica giro!

Toomuchearrings

É uma peça ousada que faz todo o outfit, demonstra personalidade e segurança mas nem pensar em usar constantemente!

É uma peça que marca.

Consigo lembrar-me dos brincos statement que as minhas amigas próximas têm. Por isso, não acho que valha a pena ter mais do que 2 ou 3 pares.

(até porque, como são muito vistosos, se alguém tiver iguais, vai ser muito óbvio)

Eu só tenho dois pares. Tenho uns novos e adoro-os:MeusBrincos

São da Mango.

GOSTAR DO QUE NÃO SE GOSTA

SLIP-ONS.

As sapatilhas dos anos 80 que voltaram em força e estão em todo o lado.

Slip-on

Não gosto. Mas…até gosto.

Aproveito esta tendência para perguntar: o que nos leva a acabar por gostar de tendências que inicialmente quase repugnamos?

Acontece-me muitas vezes, com vários artigos.

Não consigo entender o porquê.

Será como os cheiros, que com a habituação deixamos de sentir?

Será como o ditado “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura“?

Na verdade, penso que este fenómeno vem da necessidade de adaptação e enquadramento na sociedade que todos os seres humanos têm. E até onde vai esta necessidade?

Ou… a moda é simplesmente assim – impossível resistir.

Vou ter de de admitir: quero uns. 

Slip-ons

CRISTINA

cristina revistaComo muitas outras pessoas, fui comprar a revista da Cristina Ferreira.

Este fenómeno é de tal maneira intrigante que me deixa colada.

Tenho seguido os passos desta woman-brand.

Comprei e li a revista toda em dois dias! A revista está muito boa. Com boa qualidade, temas interessantes e muitas ideias novas.

Têm de dar uma vista de olhos.

Afinal ela consegue ser boa nas coisas em que se envolve, não é só marketing.

Tenho algumas reticências quanto à Cristina e não me identifico com a sua maneira de estar. Mas tenho de admitir:

quem me dera conseguir conquistar tanto assim tão nova.