TRENDY PLACES, TRENDY TIPS

As marcas já nem sabem o que hão de inventar para alimentar o site/loja online.

Quase todas têm um blog e apresentam um pouco de tudo – lifestyle, notícias de moda ou música, publicam entrevistas com as mais diversas personalidades e cada uma procura desesperadamente conquistar/proteger o seu espaço numa luta desenfreada para ser a primeira a apresentar novidades!

Sites fashionPara além disto, quando uma marca lança alguma coisa nova, o mercado automaticamente assume essa inovação como um must-have para todas as outras marcas!

E nós recebemos tanta informação diariamente que nem conseguimos processar e vamos visitar as lojas online e damos por nós a pensar

“ok, já li a entrevista da fotografa, vi as sugestões de looks, já sei que esta blogger lançou um livro mas ONDE É QUE POSSO COMPRAR??”.

Mas no meio de tudo isto,

HOJE VI UMA NOVIDADE QUE ME PRENDEU.

A Massimo Dutti enviou para o meu email um guia de viagem das principais cidades de moda, na área Edits & Places.MD-CITIES

Nem preciso de referir a qualidade das imagens e do design com que a MD apresenta esta novidade;

venho destacar o conteúdo!

Para cada uma das cidades, a marca apresenta imensas sugestões para quem as vai visitar.

paris

No menu, representado por ícones, podemos escolher sugestões para quem viaja com crianças, sítios onde ficar, onde comer, onde fazer compras e monumentos para visitar!

Escusado será dizer que todas as sugestões são super trendy e cool e a forma como estão descritas e apresentadas faz com que me apeteça ir já lá!

Lisboa

Gostei e se viajar para um destes destinos vou ler com atenção todas as dicas.

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CLUTCHES – SUPER FASHION MAS…

O requisito para podermos chamar Clutch a uma carteira é o facto de não ter alças.

São as chamadas, em português, de malas de mão.

Clutch givenchy

Há uns tempos atrás, este tipo de carteiras eram usadas maioritariamente para festas ou eventos especiais e eram feitas em materiais mais nobres com aplicações e brilhos.


Hoje as clutches ganham outro lugar no nosso guarda-roupa.

Encontramos estas carteiras em todas as lojas de moda e em todos os materiais, conjugadas com os mais variados looks e para todos os preços!

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Quadrado branco

Uterque, 75€

É super fashion usar uma clutch com um look casual.

MAS

Let’s bem honest: dá ZERO jeito.

Quadrado brancoPodemos sair com um look denim e sapatilhas com uma clutch, sentir que estamos super giras e fashion mas a verdade é que podemos esquecer que temos duas mãos durante o dia porque uma delas vai estar sempre ocupada e tentar equilibrar a clucth que provavelmente não vai levar nada do que precisamos lá dentro.

A verdade é que telemóvel, chave de casa, chave do carro e porta-moedas não cabem dentro de uma clucth na maioria das vezes!

Para não falar do resto da tralha com que costumamos andar porque em dias de clutch terá de ficar em casa. E é certinho que nesse dia até íamos precisar daquele batom de cieiro ou das gotas para as lentes que deixamos em casa!

paris-fashion-week-street-style-statement-clutch-style-barista-red-valentino-480x320 Mas a frase cool que está estampada na clutch compensa tudo isso!

zara_stressed

Cada vez mais encontramos clutches com mensagens que dá sempre graça ao nosso look – mas atenção! É importante ler o que dizem estas mensagens.

Apesar da carteira ser gira, se disser uma frase que não tenha nada a ver comigo, não a compro nem uso.

E porque na moda, o que interesse é ser giro, deixo as minhas preferidas da coleção!

My Clutches

UMA HISTÓRIA POR COLEÇÃO

Hoje as grandes marcas de moda fazem pequenos filmes – a que chamam Campanha – para promover a colecção de cada estação.

gisele

Não são filmes utilizados como anúncios publicitários. São histórias em que o guarda-roupa das personagens são os key-looks da coleção que está a ser apresentada.Quadrado branco

Estes filmes estão a ficar cada vez mais (incrivelmente) sofisticados e chegam até nós por email ou através de uma visita à loja online.MD

Vemos essencialmente dois tipos de histórias: a história de amor (num cenário deserto – ou na praia (seja coleção de verão ou inverno), ou num campo de flores, ou numa estrada interminável; ou a história de um grupo de amigos jovens que estão de viagem, habitualmente num pão de forma.

zara trf

Algumas marcas com um target mais maduro apostam em histórias passadas em iates, marinas ou num cenário noturno como um bar ou um hotel (ela a entrar no elevador num vestido preto justo e ele impecavelmente vestido trava a porta no último minuto… e acaba com uma frase sugestiva).

Massimo Dutti

Nestes filmes aparecem habitualmente os animais mais nobres – cães de caça, cavalos ou pássaros imponentes.

Quadrado branco

As Campanhas a que mais me colava eram as da Massimo Dutti pela qualidade da imagem – quase conseguia sentir aqueles tecidos, as peles dos modelos sempre tão perfeitas, os cabelos perfeitamente (des)alinhados.

MAS,

nesta coleção,

o que mais me prendeu foi o da STRADIVARIUS.

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Curiosamente este video reúne todos os clichês possíveis:

– A história de amor –

– A estrada interminável –

– O pão de forma –

– Cenário de praia –

– História narrada –

– Os modelos a rodar abraçados –

MAS EU ADOREI.

Adorei o cenário, a música de fundo, o facto da história ser narrada e escrita, os modelos, a forma como diferentes cenários (interiores e exteriores) são conjugados e, o que mais gostei:

o facto de acabar com a mesma frase com que começa:

I want to runaway

I want to run away with you again.

Para além de ser romântico, libertador e nos transportar para um cenário idílico para o qual muitas vezes nos apetece fugir, consegue criar uma espécie de loop na história que nos faz querer ver outra vez… e outra vez!

E desta forma, (agora) aparentemente tão simples, a Stradivarius consegue contornar a maior “crítica” que eu tenho a este tipo de Campanhas.

Sempre segui atentamente estes filmes e nunca senti ficar a conhecer as colecções apenas com este elemento. Quando acabava o filme raramente me lembrava de mais do que uma peça que um dos modelos vestia.

E assim, por ter vontade de voltar a ver o vídeo várias vezes, já consigo falar um pouco da colecção SS15 desta marca.

Por isso, os meus parabéns à Stradivarius que, apesar de não ser das minhas marcar preferidas do Grupo Inditex, conseguiu captar a minha atenção, e fazer-me pensar sobre isto.

Já agora, e por sabermos quem marca o passo no mundo da moda, assumo que estou com medo das novas tendências de produção das Campanhas, a avaliar pela Campanha SS15 da Zara… O que é isto?… Bonecas de cordas? Marionetas? Pode ser muito fashion mas para mim (para já) é um pouco assustador.

zara marionetas

OLIVIA FOR H&M CONSCIOUS

A H&M distingue-se das outras marcas na sua política de responsabilidade social.

Em vez de apadrinhar projetos humanitários ou fazer ações sociais com instituições, aproveitou o seu know-how, relação com stakeholders e influência no meio e criou uma mega ação chamada H&M Conscious, que pretende criar um better fashion future.

HM Conscious

O mote deste movimento é: 

Looking good should do good too.

Quadrado branco

E a ideia é tornar a moda mais conscienciosa ou seja, combater o desperdício de roupa, trabalhar com materiais menos prejudiciais ao ambiente, entre outros, mantendo sempre o preço acessível a todos, como é característico da marca.

Este movimento já ganhou proporções enormes (não fosse criado e mantido por um gigante da moda).

long live fashionEnquanto clientes, lembramo-nos concerteza da campanha A long life fashion que nos convidava a encher sacos de roupa que já não usávamos e entrega-lo numa loja em troca de vales de compras.

Quadrado branco

Eu troquei alguns sacos e em troca, pude comprar coisas giras e novas!

E porque o império H&M não podia fazer a coisa por menos, tem convidado artistas ou pessoas muito conhecidas em todo o mundo para ser a cara das mais diversas campanhas.

Nesta coleção, foi a vez de Olivia Wilde.

Olivia Wilde

A atriz (que me lembro de conhecer na série House) é já uma referência em questões de ajuda humanitária e deu a cara a este movimento com uma coleção engraçada com uma mistura de inspirações étnicas – tem estampados africanos e cortes orientais.

Não acho a Olivia Wilde uma mulher bonita. Tem traços demasiados fortes para mulher e aparece frequentemente com um ar pouco saudável.

Mas não deixa de ter uma boa imagem para participar em campanhas de moda – tem ótima figura, é alta e é atriz – o que é sempre uma vantagem também neste tipo de trabalhos!

Gostei de toda a produção desta campanha menos de um pormenor:

OW Black dress

Quadrado branco

Por favor, penteiem Olivia Wilde!

OW H6M

Quadrado branco

A este look não podemos chamar messy nem wild.

É simplesmente despenteado…

OW_Red dress

Não gostei e apercebi-me disso porque me chamou imediatamente à atenção tendo sido uma distração para o resto da campanha.

Não gosto especialmente de nenhuma das peças.

Este vestido vermelho (59,99€) é a única que acho engraçada mas não comprava porque não é uma peça que me fosse favorecer por causa do comprimento (sou demasiado baixa para vestidos ou saias a 3/4).

Vale a pena ver o vídeo da campanha. Está top!

H&M Conscious OW Video

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THE RING

Ontem fez um ano desde que fiquei oficialmente noiva.

Tive direito a este anel lindo de morrer da Rosarinho Cruz que adoro.anel

Usei-o todos os dias até casar e depois de casada continuo a usar, no mesmo dedo que a aliança.

Quadrado branco

É um anel diferente dos clássicos anéis de noivado – é de ouro e mais largo do que o habitual.

Nunca gostei dos típicos anéis com um solitário ou com mini-diamantes sob uma base prateada de prata ou ouro branco.

A D O R E I

o anel no mesmo segundo em que abri a caixa e até hoje adoro-o de todas as vezes que olho para ele.

IMG_0335Mas mais do que o anel, o importante foi o que aconteceu a partir do momento em que o recebi.

Tinha 5 meses até ao dia em que teria de dizer que sim para sempre.

Depois da excitação normal do jantar de noivado, começou a loucura da organização do casamento (algumas coisas começaram antes até).

Igreja, padre e leituras, coro, tenda, catering, vestido, convites, enxoval, decoração, iluminação, dj e musicas, nomes das mesas, ramo, sapatos…

É muito fácil andarmos distraídos do essencial e da responsabilidade que temos em mãos. 

Sempre ouvi que é normal os noivos andarem nervosos e terem alguns momentos de hesitação ou de ansiedade e por isso, fiquei à espera que me surgissem dúvidas – se estaria a fazer a coisa acertada, se teria escolhido bem a pessoa com quem queria passar o resto da vida… Mas nunca mais surgiam.

Por isso, decidi forçar-me a ter dúvidas.

Senti necessidade de o fazer para não chegar o dia sem a certeza de estar a fazer uma escolha 100% consciente porque acredito que o casamento é um compromisso sem volta.

Ainda que a vida nos obrigue a distanciar-nos um do outro (oxalá nunca aconteça!), eu acredito que não deixamos de ser marido e mulher.

Obriguei-me nalguns momentos a questionar se o Tó era a pessoa que eu queria não só nesta fase da vida – porque sabia que era – mas para toda a vida, com as mudanças que iam acontecer nos dois e com tudo o que a vida nos podia trazer ao longo dos anos.

Se era a pessoa que queria ter ao meu lado sempre e para tudo.

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De todas as vezes que me obriguei a fazer este exercício (foram algumas) chegava à conclusão que sim, que tinha a certeza que era ele.

E por isso, disse que sim.

Se hoje me mantenho com as mesmas certezas?

Agora já não questiono.

O QUE É HOJE O COMPROMISSO PROFISSIONAL?

UM TEMA MAIS SÉRIO.

Se estivermos atentos a outras oportunidades profissionais, estamos menos comprometidos com a empresa onde trabalhamos?

Tenho pensado nisto.

Na semana passada participei na Expo RH e, de entre muitas intervenções que pouco acrescentam ao que já conhecemos, houve uma que me deixou a pensar.

A Custódia Cabanas, uma espanhola especialista no engagement, apresentou dados atuais sobre o que chamou de

espiral descendente de compromisso”. 

Expôs, muito claramente, as dificuldades que as empresas encontram hoje para manter os seus colaboradores comprometidos com o seu projeto. Falou do maior perigo a que as empresas estão expostas: o facto de nos mantermos nos mesmos empregos por falta de alternativas!

Os colaboradores mantém-se nos mesmos lugares, ainda que insatisfeitos porque não têm para onde “fugir”.

Isto significa que cada empresa conta com uma fatia significativa de colaboradores não comprometidos (o estudo apresentado estima mais de 50%) que, consequentemente, produzem menos, têm menos ideias e faltam 3x mais do que os outros.

Num tom provocador, outro orador, disse a propósito do mesmo assunto:

“Como é que uma empresa trabalha se 50% dos computadores não funcionarem?”

Pois, 50% dos colaboradores descomprometidos, é quase tão grave como a avaria de metade dos computadores da empresa.

Outro problema é identificar os descomprometidos.

O compromisso é um sentimento, é algo intimo.

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Apenas a pessoa sabe se está comprometida ou não e escolhe o que quer demonstrar. É muito difícil medir o compromisso no trabalho – sobretudo numa grande empresa em que é impossível acompanhar as atitudes e ouvir os comentários de cada colaborador.

Por isso o desafio é ainda mais complexo.

Para agravar, somos educados a que temos a responsabilidade de construir a nossa carreira! Em comparação com as carreiras do antigamente, em que os empregos eram para a vida (bo-ring).

E mais! Somos educados a ser ambiciosos – incutem-nos a ideia de que “se quiseres, vais longe” ou do “never stop dreaming”

(como se houvesse um lugar “lá em cima” para todos; como se todos tivessem um talento especial ou uma capacidade diferenciadora).

Assim, a minha geração, tende a estar activamente à procura de emprego, nunca 100% satisfeita com o que tem, ainda que comprometida.

Diz-se já que os quadros executivos das empresas estão num processo constante de networking e só ficam em média 30 meses no mesmo cargo e na mesma empresa… Podemos pensar nalguns casos que comprovem isto.

Eu digo até mais – tenho a sensação que por vezes as pessoas procuram novas oportunidades e participam em processos de recrutamento quase por obrigação. Sabendo interiormente que não querem deixar a empresa, quase torcendo para que as condições oferecidas no novo emprego não sejam tentadoras.

Mas têm de o fazer; sentem a pressão para o fazer.

Quanto a mim, posso dizer que me sinto comprometida com a empresa onde trabalho, com o projeto em que estou envolvida e mantenho-me atenta ao mercado, na expectativa de não deixar passar a minha oportunidade.

Não sinto que isto atenue em nada o meu compromisso e orgulho na empresa.

Penso que as empresas têm hoje um desafio para tentar fazer com os colaboradores parem de pensar em qual vai ser a sua próxima etapa:

tornar-se constantemente num projeto emocionante!

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#workinggirl