WHAT TO WEAR WHEN YOU’RE PREGNANT?

A maior dificuldade de estar à espera de bebé: o que vestir?

Apesar de as pessoas continuarem a dizer, aos 7 meses, que não se nota nada, a verdade é que as roupas já não servem há muito tempo!

Tive de me render aos 4 meses e comprar calças de grávida porque nenhuma parte de baixo me servia. Agora vario entre os três pares de calças que comprei e vestidos. Como nunca fui muito de vestidos e saias, também tenho muito poucos para variar e acabo por andar muitas vezes com os mesmos outfits o que se torna cansativo e sem graça.

Por outro lado, não quero (nem posso) investir muito em roupa de grávida! Para além de que a oferta é pouca (ou quase nula) – a única salvação é a H&M que ainda vai tendo algumas peças básicas mas giras para nos safarmos.

(Tentei ir à Pre-Natal e parecia que tinha entrado no guarda-roupa dos programas do TLC. Aqueles outfits que o comum americano usa sem design ou qualidade nenhuma que varia entre castanho, azul escuro e padrões sinistros em tops de trespasse de licra.)

O problema de não investir em roupa nesta altura é que, como continuo a usar as minhas partes de cima, a barriga fica sempre disfarçada. Raramente estou vestida a “assumir” a barriga e as pessoas ficam verdadeiramente desiludidas.

Quando visto alguma roupa mais justa, passo o dia a ouvir “Ah agora sim, já se nota!” – quando a barriga está exatamente igual ao dia anterior! ehehe

Estive a tentar inspirar-me em blogs e no Pinterest e deixo aqui alguns dos meus looks preferidos:

Todos bastante neutros e fáceis de usar.  O meu preferido é o último mas é demasiado casual para um dia de trabalho que é o mais difícil.

Gosto bastante destes três por serem práticos.

Descobri também uma blogger que teve um bebé e publicou imensos looks durante a gravidez, mas como calhou no verão, não me ajuda muito. Ainda assim, deixo um cheirinho (blog: http://seamsforadesire.com/):

Descobri que as riscas são sem dúvida o padrão preferido das grávidas! Em todas as minhas pesquisas encontro os mais diversos tipos de riscas!

É engraçado porque uma das poucas peças que comprei foi um vestido de malha às riscas pretas e brancas e uso bastante.

roma_n

As minhas escolhas esta semana:

Picture1

Acho que o ideal é decidir entre: assumir a barriga e vestir-se à grávida ou, optar por um look com algum padrão ou acessório mais marcante para que a atenção seja toda captada por isso e não para o nosso “ar de grávida”.

 

ARE YOU AN HIGHLY EFFECTIVE PERSON?

A minha amiga Sofia partilhou hoje este vídeo no nosso grupo de Facebook:

São os 7 hábitos de pessoas altamente eficazes/eficientes (by Stephen Covey).

Aconselho a ver o vídeo completo mas, resumindo, os 7 hábitos são:

  1. Be Proactive
  2. Begin with the end in mind
  3. Put first things first
  4. Think win-win
  5. Seek first to understand, then to be understood
  6. Synergize
  7. Sharpen the saw

Identifico-me mais com alguns dos tópicos do que com outros, mas fiquei a pensar especialmente no 4. Think win-win; especialmente na frase:

“For you to win, another person does not have to lose

A minha geração está a ser formatada para ser o mais competitiva possível, a acreditar que deve dar o melhor de si e destacar-se PORQUE não há lugares para todos (e não pela visão romântica de nos elevarmos ao nosso potencial máximo).

Estamos habituados e confortáveis a viver neste ambiente em que formalizamos tudo por mail e com conhecimento dos chefes dos outros e guardamos informação para usar em reunião para o caso de nos termos de defender. Isto com a maior naturalidade do mundo, perdendo-se o valor da palavra, a crença na bondade e boa vontade do outro e a confiança.

Noto isto e tenho consciência de que a minha realidade é uma pequena amostra do que existe e de que esta forma de trabalhar é simplesmente a forma “normal” e que não estamos conscientemente mal intencionados ao fazê-lo. Mas se pararmos um pouco para pensar, a verdade é que andamos todos a olhar para o nosso próprio umbigo e que se nos pudermos destacar das outras equipas ou de outros colegas, vamos agarrar a oportunidade sem hesitar. E mais! Os nossos adversários colegas vão compreender perfeitamente porque “há-que fazer pela vida”.

A frase que destaquei é forte e, na minha reflexão, pensei em muitas situações em que ninguém “perde” efetivamente mas que, de alguma forma, demonstram que trabalhamos na defensiva, sempre preparados para atacar se for para sairmos por cima ou provar que a culpa não foi nossa.

Já pensaram nisto? É assustador. E o pior é perceber que não o fazemos conscientemente, não sentimos que estamos a trabalhar assim, e que isto é simplesmente o sistema normal de trabalho. É “o natural”.

Se dá para mudar? Não, porque a verdade é que não há realmente lugar para todos e não vamos ser nós os lorpas 🙂

30 WEEKS – Let the countdown begin

O meu bebé faz hoje 30 semanas de vida, o que significa que dentro de 10 semanas já o vamos conhecer. Can’t wait!

IMG_0183
24 semanas

Mil e uma coisas passam pela minha cabeça – Como é que vou lidar com um recém-nascido? Como vai ser a nossa vida daqui para a frente com uma pessoa a depender de nós? Como vai ser agora que vamos deixar de ser só os dois? Como vai ficar a minha carreira?

Vivo a gravidez com alguma ansiedade desde o princípio. Acho que é por ser o primeiro filho… que vem desestruturar um pouco a nossa vida. Acredito que em próximos filhos tudo seja diferente.

Picture1
26 semanas

Nesta fase em que já só faltam 10 semanas, oscilo várias vezes ao dia entre sentir que falta imensooo ou que está quase. Não sei bem qual é a realidade.

Pensar que tenho só mais algumas semanas de trabalho pela frente e tanta coisa para fazer! Por outro lado, pensar que agora é que vão ser elas – é que a barriga vai crescer, as dores nas costas vão aumentar, as roupas vão começar a apertar mais, vou ficar com “cara de grávida”…

Não compreendo as pessoas que dizem que adoraram estar à espera de bebé. Para mim, a gravidez é puramente um meio para atingir um fim e é assim que a vivo, a pensar que tenho de passar por isto e que não teria outra hipótese para ter um filho; mas se pudesse…

De que é que as pessoas gostam? De sentir a barriga a esticar até parecer que vai rebentar? De andar à pata choca? De responder às mesmas perguntas 700 vezes ao dia? De deixar de poder usar roupa gira? De ser interrompida por pontapés constantemente? De comer e sentir mega pressão nas costelas? Da azia? Para não falar de outros sintomas nada simpáticos.

Barriga2

Talvez do mimo que se recebe, da atenção das pessoas num geral que nos deixam passar nas portas (não sei porquê), que nos apanham as coisas do chão e se preocupam constantemente connosco. Mas eu não, preferia ser “uma pessoa normal” 🙂

Para ser sincera, a única vantagem que vejo na gravidez (sem contar com o óbvio que é ter um bebé!), é o lugar de estacionamento no trabalho (sim, porque não se apanha lugares de grávida livres em mais lado nenhum! Estão sempre ocupados.).

Anyway, faltam 10 semanas, tenho ainda muito para fazer até lá, e espero continuar a sentir-me bem e a não ter qualquer problema de saúde como tem sido até agora. Tenho tido imensa sorte! Mal posso esperar por conhecer a nossa filha.

tri_selfie.png
30 semanas

 

 

A VIDA PODE SER CRUEL

Esta semana fui jantar ao Cruel – Restaurante no Porto.

Já tinha ouvido falar bastante deste restaurante e andava com curiosidade de experimentar. As pessoas descreviam-no como uma “experiência” o que me deixava um bocado reticente porque normalmente não gosto quando os empregados se fazem notar com muita conversa, explicações e piadas.

Agora que lá fui concordo que é “uma experiência” e aconselho a experimentarem.

Com o lema: A vida pode ser cruel, coma e esqueça -, o restaurante apresenta um menu divido em 3 – o Menu Cruel, o Menu Cauteloso e o Menu Medroso – que, tal como sugerem, diferem um dos outros pelo grau de surpresa e experiência que dão aos clientes.

francesinha

Infelizmente, pelo meu estado de graça não pude experimentar nada de diferente (não posso comer carne mal passada nem vegetais crus) e acabei por comer a Francesinha Diávola que apesar de ser boa e diferente não aconselho por comparação com os outros pratos. Tudo o que vi tinha um aspeto divinal e as pessoas estavam todas entusiasmadas a desafiar os sentidos!

As minhas amigas experimentaram o Carpaccio com Flor Elétrica e adoraram! Antes de comer o Carpaccio, é-nos dado uma flor elétrica que se deve mastigar e torna a boca dormente. Faz com que as papilas gustativas fiquem mais apuradas e que o vem a seguir seja ainda mais saboroso e delicioso!pratos.png

Depois pediram Risotto de Cogumelos, Lombo de Salmão com Quinoa e Novilho Cru(el) que traz umas folhas de jambu também para mastigar primeiro e para quem gosta de bife tártaro deve ser uma delícia!

As sobremesas também são ótimas! Experimentámos a Mousse de Chocolate Crocante e o Tiramisú de Lima em Coma Alcoólica. Tudo ótimo!

sobremesas.pngA decoração é simples e despretenciosa mas o espaço é pequeno por isso é melhor reservar mesa. O ambiente estava giro, com todas as mesas ocupadas mas não dava a sensação de estarmos apertados.

A conta? Puxadinha.

Tenho de lá voltar quando depois do bebé nascer para poder experimentar tudo!

JOY – (not) FUNNY JENNIFER

Jennifer Lawrence foi uma das vencedoras dos Golden Globes 2016 e o filme Joy, de que lhe valeu este prémio, tem sido super badalado nesta época de nomeações e prémios do cinema – e eu pergunto: porquê?

Vi o filme no cinema por falta de alternativas e horários e juro que estive a lutar contra o sono durante toda a primeira parte. Achei mesmo muito fraca e patética.

Na segunda parte do filme, a história desenvolve-se um pouco e ganha algum interesse com a invenção da esfregona e o sucesso que ela consegue ter em vendas mas ainda assim… não.

É suposto ser um hino à força e capacidade de sobreviver e empreender das mulheres… mas não me conseguiu passar qualquer emoção. Por ser baseado numa história real ganha alguma dimensão, mas continuo sem perceber como lhe valeu um Globo de Ouro e está nomeado para Óscar.

Claro que a minha irritação crónica com a Jennifer Lawrence não ajudou – para além de achar que é uma atriz mediana, irrita-me esta mania que ela tem de que tem imensa graça e que não consegue controlar em todas as suas aparições.

Soube ontem da postura absurda e arrogante que teve com um jornalista nos Globos de Ouro e, mais uma vez, fiquei muito mal impressionada.

Havia alguma necessidade? Achou mesmo que estava a ter piada? Enfim… Not funny, Jennifer.

YOU CAN’T HIDE FROM YOURSELF

Depois de uns tempos a lidar com as mais recentes mudanças – gravidez, mudança de função, as minhas amigas a irem embora do país ou, pelo menos, do Porto – estou preparada para voltar.

Preparada para lidar com tudo sem dramas, só com alegria e coragem.

Volto com uma música que me tem tocado especialmente nos últimos tempos:

 

E agora ainda tem mais significado para mim: todos os dias tenho de lidar com o facto de ter de “carry my own weight” 🙂