O que recrutamos? Futuro vs. Passado

Li um artigo no Linkedin esta semana que aconselho todos os meus colegas de profissão a ler com atenção.

“Contratar olhando para o passado ou para o futuro?”,

escrito pelo Head of Talent Management da Monsanto Company – América do Sul.

Porque é que nós – os recrutadores – avaliamos as pessoas olhando para o que é que elas já fizeram no passado e exploramos tão pouco o que é que elas querem ser no futuro?

Quanto tempo de uma entrevista dedicamos a falar sobre a experiência adquirida e os sonhos do candidato, as suas expectativas? A proporção é assustadora. Obviamente que o passado nos dá pistas sobre aquela pessoa e nos conta o que é que ela já aprendeu, daquilo que foi capaz e as escolhas que foi fazendo ao longo do caminho. Não podemos ignorar. Mas o que temos de encontrar no candidato é o talento, o drive, o que o motiva, o que o faz querer ser melhor!

A minha atuação é no segmento jovem – estudantes ou recém-graduados que muito pouco (mas cada vez mais) têm para contar sobre a sua experiência profissional – e ainda assim, dedico bastante tempo a querer saber o que fizeram, como fizeram, o que já aprenderam.

Por outro lado, quando estou em feiras de emprego ou em eventos de networking em universidades, fico sempre com a sensação de que conheci melhor aqueles estudantes. Que percebi melhor quem eram do que no âmbito de uma entrevista formal, em que a pessoa se prepara, treina o discurso, tenta antecipar as perguntas que lhe irão ser feitas. O autor fala precisamente disto: diz que só conseguimos descobrir o talento da pessoa “quando a entrevista formal se transforma em uma conversa genuína entre duas pessoas“.

Eu concordo em absoluto e tenho tentado, cada vez mais, fazer um estilo de entrevista descontraído, em tom de conversa, com momentos de humor e de partilha de experiências – e acredito mesmo que este é o caminho!

Parabéns André Souza, pela reflexão!

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Ano novo, Vida nova!

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Eu faço parte do grupo que gosta da passagem de ano! Ligo imenso a este momento único no ano em que nos é permitido fazer um reset na nossa vida, sabendo que o dia 1 de janeiro é imediatamente a seguir ao 31 de Dezembro mas que podemos começar uma vida nova !

Digo vida nova, não me referindo a grandes marcos ou acontecimentos, mas à força que todos sentimos para melhorar quando nos é dada esta “oportunidade”.

O ser humano não consegue estar sempre no auge da sua motivação, das suas qualidades e desempenho. Mas o potencial está sempre connosco, a toda a hora. Estes momentos de paragem, de fôlego, são importantes para nos permitir “começar de novo”.

Falo da meia-noite mas acho que toda a semana anterior se revela crucial para esta mudança. É uma semana em que nos permitimos cometer excessos, preguiçar, não nos esforçarmos para nada, descansar, conversar, matar saudades uns dos outros – SEM CULPAS! E isto é maravilhoso.

Pelo menos nas próximas duas/três semanas, vamos ter força para cumprir aquilo a que nos propusemos apoiados na ideia de “na última semana do ano já aproveitei o suficiente”.

Gosto tanto de definir propósitos (e também porque sou uma ansiosa crónica) que nos últimos dias do ano já só quero que comece um novo ano para começar a pô-los em prática – mas começar a cumprir os propósitos antes do inicio do ano sabe só a absurdo. Não é permitido.

Este ano, como nos outros, tenho muitos propósitos! O maior problema é que não são conciliáveis 🙂 E é esta a magia do novo ano! Acreditarmos que vamos ser capazes de tudo, estarmos motivados para sermos melhores nas mais variadas vertentes – querer aproveitar todo o nosso potencial!

Se daqui a um mês estou desiludida comigo, paciência, por esta sensação – já valeu!

Bom ano!!