Pregnant’ tip

Quando estamos “de fora” é do senso comum sabermos que não vale a pena comprar muita roupa de grávida porque passa num instante e de um dia para o outro deixa de ter utilidade.

“Sim, sim”… Eu também sei isso e entre gravidezes apostolei o mesmo, até porque comprei algumas coisas no 3º trimestre da Luisinha e senti exatamente que não valeu a pena.

De qualquer modo, enquanto estamos grávidas, sentimos que é um processo eterno e que PRECISAMOS de ter coisas que se adaptem ao nosso corpo e que nos assentem bem. Porque é verdade que conseguimos desenrascar alguns trapos de “roupa normal” para nos cobrirmos mas que não nos fazem sentir giras.

Então, desta vez, experimentei fazer ao contrário – as roupas que comprei foram pensadas para ficarem bem e serem úteis depois da gravidez.

Comprei duas saias midi de elástico, onde cabe sempre a barriga mas também não fará falta quando não a tiver, comprei 3 camisolas oversize que compraria ainda que não estivesse grávida e dois vestidos compridos onde também cabe uma Leonor XL mas também caberá a XXS em que me vou tornar 🙂

Mas a melhor escolha que fiz foi as calças de maternidade. Destas não podemos fugir porque é impossível usar calças de ganga seja de que modelo forem durante a gravidez – pelo menos eu não consigo.IMG_0031

Na gravidez da Luisinha usei as calças normais com aquele pano todo para tapar a barriga. Desta vez comprei só umas calças de ganga com elástico na cintura que tenho usado over and over e que são super confortáveis!

E o melhor de tudo é que vão ser perfeitas para o pós-parto. Quando a Luisinha nasceu, durante o primeiro mês, usei as calças de grávida e senti-me sempre mesmo trapalhona porque todo aquele pano da barriga ficava a sobrar e eu enrolava-o nas ancas para não cair e sentia-me ridícula.

Comprei as minhas na Primark e queria comprar também as pretas equivalentes mas nunca encontrei tamanhos pequenos. Aconselho a 100%!

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Ter a serenidade para esperar

Sempre fui uma pessoa apressada – estou sempre ansiosa pela próxima fase ou evento de vida. Vivo com pressa e com vontade de fazer tudo ao mesmo tempo! Sempre fui assim, desde que me lembro.

Tenho muita gente que não entende esta minha forma de ser à minha volta. Que me dizem que só a minha presença já stressa toda a gente na sala! Mesmo que eu esteja quieta numa cadeira. É certo que, se estiver sentada no sofá imóvel, a minha cabeça, provavelmente estará a mil.

Com esta “brincadeira” do descolamento vou estar 1 ano parada, ao todo – ou seja, sem trabalhar. Claro que este ano está a ser dividido por fases – 2 meses de repouso absoluto na cama, mais 5 de descanso moderado e os restantes já com o bebé para tratar e conhecer – se Deus quiser.

Estes tempos “desocupados” têm sido um exercício difícil de superar. Porque tenho muitos momentos de impaciência, de ansiedade, de sentimentos de inutilidade, de desespero por querer produzir alguma coisa!

Nesta última semana fiquei doente. Sempre ignorei as minhas doenças e sou defensora da máxima “ignora que passa” – sempre resultou comigo. Não sei se será por estar mais fragilizada com a gravidez ou porque não posso tomar nada para além de Ben-u-rons mas estou cada vez pior e já não consigo continuar com a vida normal para ver se passa.

Agora estou mesmo em casa, “dedicada” à doença! Esta ideia por si só deixa-me nervosa. Mas a verdade é que me apercebi que tenho sentido alguma tranquilidade. Não sei se esta será uma competência que se adquire ou se treina. Mas ultimamente tenho conseguido serenar, ter paciência para esperar e não sentir que me estão a esganar quando penso que ainda faltam 2 meses para o António nascer!

Claro que já tenho imensas ideias e planos para o futuro mas não sinto aquela habitual pressa de chegar lá, de sentir que “o tempo não passa”!

É bom sentir-me assim.