Tempo com amigos (com ou sem baby?)

Com a vida de trabalho mais tarefas de casa e a babylu, sobra pouco tempo para programas seja sozinhos, a dois ou com amigos.

Quando dizem que os filhos mudam tudo, mudam meeesmo tudo.

Por exemplo, dantes ia imensas vezes ao shopping à noite, depois do trabalho. Só para relaxar. Agora quase nunca faço isso.  Agora, quando consigo, quero ter programas ‘a sério’, que valham a pena – por exemplo, estar com uma amiga ou com o Tó ou tratar de outra coisa qualquer que precise.

Como o tempo livre é muito curto, considero que o tempo com amigos é também tempo de namorar. Sabe-nos bem e é super valioso. Portanto optamos sempre por deixar a Luisinha entregue a alguém.

Quase sempre que chegamos a algum lado, somos cumprimentados com a pergunta “não trouxeram a vossa filha?” e nós respondemos com um óbvio “naaaaaoo”… mas ultimamente tenho pensado que, desta forma os nossos amigos acabam por não a conhecer.. tanto é que temos amigos que nunca a viram! (Ela já tem mais do que 1 ano). É vergonhoso.

Por isto, este fim de semana, decidi que vou começar a levá-la para algumas coisas. Até porque ela é um bocado envergonhada e tem de começar a sentir-se à vontade com pessoas diferentes.

Comecei por levá-la ao OpenCalseberg que foi um evento de padel que houve no Porto e, embora ela não tenha reagido/respondido a ninguém, valeu a pena!

 

Voltar às rotinas

Esta semana que passou fugimos do forno que é a nossa casa e fomos passá-la a Vila do Conde. Aproveitamos também para estar com a família com mais tempo.

Para nossa alegria (not) a Luisinha decidiu dormir pessimamente. Para além de adormecer diariamente depois das 2h da manhã, acordava várias vezes ao longo da noite só porque sim.

(andávamos a ficar desesperados e bastante irritadiços da falta de sono)

A verdade é que, como ia ficar a passar o dia lá, não a tínhamos de a acordar de manhã por isso dormia até as horas que queria (10:30/11).

Voltamos para casa e estávamos com medo de como seria mais uma noite. Deixei-a brincar até as 23:00 e pu-la na cama com o ar mais natural do mundo. Despedi-me dela e vim para a sala. Até agora, silencio.

Nem acredito.

Estou deitada no sofá só a ouvir as teclas do pc do To.

L u x o

(espero não estar a falar antes do tempo)

Ir para fora em trabalho

Mais uma vez estou a ir a Lisboa em trabalho. Quando vou, normalmente, fico de um dia para o outro. Custa-me, claro, ficar sem a Luisinha e sem o Tó e ter de fazer as viagens (sobretudo quando vou de comboio…!).

Mas tenho de admitir que há um fator maravilhoso que compensa tudo: dormir uma noite seguida! Can’t wait 🙂

A pior pressão é a nossa

Pressão para ter filhos? Tive, muita! Das nossas famílias e de alguns dos nosso amigos. Mas com essa vivemos bem!

Na verdade, acho que nunca me senti pressionada por ninguém para ter o meu primeiro filho. Os comentários entravam a 100 e saiam a 1000. Eu sabia que queria e que vinha o primeiro bebé quando tivesse de ser, independentemente das vontades de terceiros.

Agora sim, vivo a verdadeira pressão – a minha. Olho para a Luisinha e penso muitas vezes que precisa de um irmão. É tão triste uma criança sozinha, sem irmãos, só com os pais…! Pelo menos para mim, que tenho 5 irmãos, soa estranho. E pior: é neta, bisneta e sobrinha única! É só mimo por todo o lado – embora tenha um tio que ainda é criança (o meu irmão Francisco tem só 7 anos).

Embora não esteja nos nosso planos para já, tenho sentido bastante esta pressão. E é a única com que tenho dificuldade de lidar, a única que realmente me afeta.

We will see.

Abril com bronze de Setembro

O que é que se passa para toda a gente estar com um bronze de setembro em pleno abril?!

Sim, tem estado um tempo óptimo nas últimas semanas. Mas, quem é que tem tempo para apanhar sol ao ponto de estar com aquele bronze consolidado, até com alguma sardas e cabelo clareado? (A parte do cabelo talvez seja sugestão da minha cabeça).

É que nas horas de sol acho que é horário de trabalho para a maioria das pessoas, não? Confesso que nem chego a sentir se está frio ou calor durante o dia – para mim está sempre a mesma temperatura, todos os dias – dentro do escritório.

Ok, há fins de semana para apanhar sol. Mas isto só serve para quebrar aquele branco reluzente do inverno – pelo menos para mim.

Com os horários da luisinha só consigo apanhar sol no maximo 1h no sábado e outra no domingo! Por este andar, vou ficar sempre para trás 😦 help!

Agora ela está a fazer a sesta da tarde e eu estou a aproveitar para tentar apanhar aquele rosadinho básico no nariz que só dura até amanhã.

Xau!

Working Mom – o que é?

O que é uma mãe? A mãe é a responsável máxima pelos filhos. A mãe tem de controlar o que eles comem e bebem, se têm frio ou calor, o que vão vestir – e consequentes dinâmicas de tratar das roupas, os médios/remédios/vacinas/vitaminas, se há fraldas e toalhitas, se o bebe tem o rabo assado, se tem creme hidratante, se está “com os dentes” e é preciso ter o gel dos dentes, por fazer companhia e desenvolver os filhos, por dar mimo e educar, por tudo a que um filho diz respeito. O pai tem o mesmo papel, embora se descartem habitualmente da logística e gestão de “economato”.

Independentemente do estilo de pai (o Tó ajuda cada vez mais e é crucial), a mãe, sem ninguém lhe dizer ou cobrar, sente que é ela a responsável e que tem de controlar tudo e, se não o fizer, é bombardeada de sentimentos de culpa.

Ok, a função que descrevi acima dá para um full-time de 120h semanais.

Então, e o que é ser uma working mom? O meu full-time é na empresa onde trabalho – não só as 40h previstas mas todas as horas que forem necessárias, o que me obriga a entregar a minha filha a outros – no meu caso, vai variando entre pais e sogros. Portanto, entre tios e avós, eu devo ser a pessoa que MENOS tempo passa com a Babylu – e ainda assim, ela ocupa todo o tempo que me resta para além do trabalho!

Eu basicamente não controlo nada – nem o que come e bebe, nem se tem frio ou calor, nem quanto dorme ou horas a que acorda, nem se fez coco ou não, nem se precisa de mimo ou que lhe ralhem – até nem preciso de me preocupar muito com fraldas e toalhitas porque a maioria das trocas de fraldas, ela faz noutros sítios que não em minha casa, comigo.

Ainda não aprendi a lidar bem com este sentimento. Quem é realmente “mãe da minha filha”? Quem é que ela sente como o seu porto seguro? Eu, que estou com ela 3h por dia e às vezes estou só num facetime (quando estou fora), ou aqueles que passam todo o dia com ela? Mas destes últimos, qual é a referência dela? Passa metade do tempo com uma avó, bisavó e empregada de um lado e a outra metade com a avó, bisavós, tias e empregada do outro…? Quem é que ela sente como mãe?

Este é um assunto que ainda não tenho resolvido desde que comecei a trabalhar (já la vão 8 meses) e não vejo como resolver.

Será que todas as mães sentem isto? Como é suposto fazermos?