Efeito Popota

A Luisinha está com 20 meses (para quem não quer fazer contas, tem pouco mais do que 1 ano e meio) e começa, nesta altura, a ficar atenta à televisão já durante algum tempo (15min maximo). O programa preferido é o Ruca mas ainda não vê um episódio inteiro.

Na realidade, o que mais a prende são os intervalos do Panda porque os temas mudam rapidamente e todos os clips tem ritmo e música.

Dá-me a impressão que tudo é novo para ela na televisão! Porque, até agora, quase sempre que falámos de animais foi através de imagens estáticas e sons e, na televisão, eles falam e andam e fazem asneiras e brincadeiras.

Mas o que me trouxe a falar sobre este assunto foi o que aconteceu no domingo à noite. Estávamos na sala e estava a dar o telejornal. A Luisinha estava no sofá de chupeta meia entediada mas quieta. No intervalo começou a dar o anúncio novo da Popota (provavelmente a estreia de este ano porque deu a versão inteira e a meio do telejornal de domingo) e posso garantir que ela NUNCA tinha visto nem ouvido falar da Popota!

Aqueles 40 segundos foram tão impactantes para ela que, tirou a chupeta, inclinou-se no sofá e começou a dançar com a cabeça espontaneamente, sem qualquer estímulo nosso que continuamos nas nossas vidas. Quando acabou, começou a choramingar, a olhar para nós e a apontar para a televisão. E eu disse: “Era a Popota!” e ela riu-se e disse “Popota!”.Mais tarde, quando a fui deitar, ela começou a pedir “Papato mãe!” e eu assumi que estava a pedir para por os sapatos para não ir pra a cama. Mas ela insistia: Papato, Papato..!! Até que me lembrei da Popota. E quando disse “Popota??”, ela sorriu com toda a expressão! Mostrei-lhe no telemóvel e despedi-me dela.

Desde esse dia que se lembra espontaneamente da Popota com regularidade. Estava agora sentada no sofá a tomar pequeno almoço e a televisão está ligada. De repente, ela vem a correr para mim com uma excitação estranha! Apontou para a televisão e lá estava ela “a lenda do Natal!” – lol. Lenda do Natal é a Leopoldina!! 😭😭😭 Got it?!

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Lado B(om)

Para os que não sabem, estou em casa de repouso desde o início de setembro porque tive um descolamento da placenta.

Os primeiros tempos foram muito difíceis porque tinha de fazer repouso absoluto (meaning estar sempre deitada e só levantar para ir ao wc) – ou seja, fiquei logo sem a Babylu que andou a saltitar entre as casas dos avós durante 1 mês e meio.

Não sou pessoa de me atirar para o sofá e ficar a fazer zapping na televisão por isso tive bastante dificuldade em preencher aquelas horas intermináveis.

Entretanto, o descolamento diminuiu significativamente e a médica deu-me o ok para começar a fazer algumas coisas com muito cuidado – ou seja, “pode ir dar uma voltinha até ao café ou a uma loja de rua e voltar para casa e deitar-se”. A minha vontade foi combinar mil programas e fazer imensos projetos. Mas tem de ser tudo com muita calma.

É certo que, até ao final da gravidez não vou poder pegar em pesos (o que me custa mais são os 12kg chamados Luisa) nem guiar. Mas, apesar das restrições, já tenho tido uma vida bastante mais preenchida.

E como em tudo existe o reverso da moeda, sinto que o maior privilégio desta contrariedade (para além de “salvar” o baby nº 2, claro) é poder estar tanto tempo com a Luisinha. Se não fosse o (raio) do descolamento, nunca teria a oportunidade de passar tanto tempo a absorver esta fase espetacular que ela está a passar; de passar horas a vê-la brincar, de lhe ensinar milhares de coisas todos os dias, de me dar a conhecer como a mãe dela. Com tempo, o ser mãe é muito mais emocionante!

♡♡♡♡

“Trabalhe como se não tivesse filhos. Crie os seus filhos como se não trabalhasse.”

A frase não é minha. Tem sido usada várias vezes para descrever a utopia que é pedida hoje às mães que trabalham.

Não venho com discursos feministas nem do “coitadinha” de quem é mãe. Porque, por um lado, não faço ideia nem tento adivinhar o que sentem os homens relativamente a isto. Por outro, porque apesar dos desafios, sou uma sortuda por já ser mãe!

Mas a verdade é que, quando ficamos à espera do 1º filho não temos consciência nenhuma da mudança gigante que nos espera nas nossas vidas. Toda a gente nos avisa e nós até interiorizamos que vai ser assim mas numa proporção ridiculamente insuficiente face à realidade que vamos enfrentar.

Hoje em dia, com o que nos é exigido no trabalho (e não digo pelo empregador, digo por nós próprias) torna-se difícil sentirmo-nos boas mães e vice-versa. Não é que não o sejamos. É sentirmos que estamos a fazer as escolhas certas quando, por ex, chegamos a casa tarde, damos de jantar ao nosso filho e só queremos que ele adormeça para poder descansar ou, em alturas mais críticas, voltar a ligar o pc. É estar envolvida num dia de trabalho e receber um vídeo do nosso filho a ser criado por outra pessoa: a aprender novas palavras e novas gracinhas. E a nossa vontade é ir a correr para casa mas ao mesmo tempo estamos mesmo entusiasmadas com o nosso projeto!

São os constantes processos psicológicos por que passamos para nos convencermos do que está certo – ora decido “que se lixe!” e vou para casa cedo e estou só dedicada à família; ora penso “ela está bem entregue” e trabalho até mais tarde porque vai fazer toda a diferença.

Vivi nesta guerra interior (“drama!” não morri por isso, mas é um facto) até ficar outra vez à espera de bebé. Às 10 semanas de gravidez fui obrigada a ir para casa e ficar de repouso absoluto (pelo menos até agora, que estou com 15 semanas). E não vou falar do repouso absoluto porque não tenho nenhuma coisa boa a dizer sobre isso. Mas quero testemunhar que TODA a gente, inclusive de trabalho (seja equipa ou chefes) me diz “o que importa é o bebé. agora tens de te dedicar ao bebé. nem penses no resto.”.

Será que nalguma circunstância, em que teria de escolher entre o trabalho e os filhos, teria toda a gente e apoiar-me a decidir pelo trabalho?… Até podia ter alguma amiga, colegas, pais ou até o meu marido a apoiar-me a investir mais no trabalho nalguma fase da vida, mas este uníssono? Nunca teria.

Como gosto verdadeiramente de trabalhar e dificilmente me sentiria feliz a ser mãe a tempo inteiro, sei que, quando voltar ao trabalho, vou continuar a ter estas duvidas e a sentir imensa vontade de me dedicar aos projetos e (de Deus quiser) vou continuar a ter a minha ambição que considero saudável e um bom motor para a minha realização.

Portanto, apesar de saber que acima de tudo, está a família, sei que não vou interiorizar esta certeza tranquilamente em todas as pequenas decisões da minha vida. Portanto, alguém me explica como se faz isto:

Trabalhe como se não tivesse filhos. Crie seus filhos como se não trabalhasse.

???

Nota: A imagem que escolhi para ilustrar este post é do nascimento da Matilde, a filha de uma das minhas melhores amigas. Escolhi este momento porque lembro-me perfeitamente do que estava a sentir quando me tiraram esta fotografia. Tinha passado um sábado a trabalhar num evento e, mal pude, fui a correr visitar a Sofia e a Matilde ao hospital porque a Matilde tinha nascido nesse dia. Quando peguei na Matilde lembrei-me do que senti quando nasceu a Luisinha. E a alegria gigante que é olhar para o nosso filho nas primeiras horas e começar a conhece-lo. Nunca senti nada parecido no trabalho 🙂

 

Apressada, as usual

Estou à espera de bebé, again. 🙂

De 9 semanas… E já estou ansiosa por conhece-lo! É parvo, eu sei. Falta uma vida e ainda (quase) nem tenho barriga – sim, porque a partir do momento em que estás grávida, qualquer inchaço é barriga de bebé, obvioooo – mas já estou ansiosa por vê-lo, por saber se é parecido com a Luisinha (gostava que os meus filhos fossem todos parecidos), por conhecer a sua personalidade… por saber se vai dormir bem, se vai comer bem, se vai ser grande ou pequeno, gordo ou magro…

Quando foi da Luisinha, senti tudo isto mais para o fim da gravidez. Estar assim às 9 semanas é um bocado loucura, mas é o que é.

Acima de tudo, estou muito contente 🙂 (e enjoada)

Tempo com amigos (com ou sem baby?)

Com a vida de trabalho mais tarefas de casa e a babylu, sobra pouco tempo para programas seja sozinhos, a dois ou com amigos.

Quando dizem que os filhos mudam tudo, mudam meeesmo tudo.

Por exemplo, dantes ia imensas vezes ao shopping à noite, depois do trabalho. Só para relaxar. Agora quase nunca faço isso.  Agora, quando consigo, quero ter programas ‘a sério’, que valham a pena – por exemplo, estar com uma amiga ou com o Tó ou tratar de outra coisa qualquer que precise.

Como o tempo livre é muito curto, considero que o tempo com amigos é também tempo de namorar. Sabe-nos bem e é super valioso. Portanto optamos sempre por deixar a Luisinha entregue a alguém.

Quase sempre que chegamos a algum lado, somos cumprimentados com a pergunta “não trouxeram a vossa filha?” e nós respondemos com um óbvio “naaaaaoo”… mas ultimamente tenho pensado que, desta forma os nossos amigos acabam por não a conhecer.. tanto é que temos amigos que nunca a viram! (Ela já tem mais do que 1 ano). É vergonhoso.

Por isto, este fim de semana, decidi que vou começar a levá-la para algumas coisas. Até porque ela é um bocado envergonhada e tem de começar a sentir-se à vontade com pessoas diferentes.

Comecei por levá-la ao OpenCalseberg que foi um evento de padel que houve no Porto e, embora ela não tenha reagido/respondido a ninguém, valeu a pena!

 

Voltar às rotinas

Esta semana que passou fugimos do forno que é a nossa casa e fomos passá-la a Vila do Conde. Aproveitamos também para estar com a família com mais tempo.

Para nossa alegria (not) a Luisinha decidiu dormir pessimamente. Para além de adormecer diariamente depois das 2h da manhã, acordava várias vezes ao longo da noite só porque sim.

(andávamos a ficar desesperados e bastante irritadiços da falta de sono)

A verdade é que, como ia ficar a passar o dia lá, não a tínhamos de a acordar de manhã por isso dormia até as horas que queria (10:30/11).

Voltamos para casa e estávamos com medo de como seria mais uma noite. Deixei-a brincar até as 23:00 e pu-la na cama com o ar mais natural do mundo. Despedi-me dela e vim para a sala. Até agora, silencio.

Nem acredito.

Estou deitada no sofá só a ouvir as teclas do pc do To.

L u x o

(espero não estar a falar antes do tempo)

Ir para fora em trabalho

Mais uma vez estou a ir a Lisboa em trabalho. Quando vou, normalmente, fico de um dia para o outro. Custa-me, claro, ficar sem a Luisinha e sem o Tó e ter de fazer as viagens (sobretudo quando vou de comboio…!).

Mas tenho de admitir que há um fator maravilhoso que compensa tudo: dormir uma noite seguida! Can’t wait 🙂