Tempo com amigos (com ou sem baby?)

Com a vida de trabalho mais tarefas de casa e a babylu, sobra pouco tempo para programas seja sozinhos, a dois ou com amigos.

Quando dizem que os filhos mudam tudo, mudam meeesmo tudo.

Por exemplo, dantes ia imensas vezes ao shopping à noite, depois do trabalho. Só para relaxar. Agora quase nunca faço isso.  Agora, quando consigo, quero ter programas ‘a sério’, que valham a pena – por exemplo, estar com uma amiga ou com o Tó ou tratar de outra coisa qualquer que precise.

Como o tempo livre é muito curto, considero que o tempo com amigos é também tempo de namorar. Sabe-nos bem e é super valioso. Portanto optamos sempre por deixar a Luisinha entregue a alguém.

Quase sempre que chegamos a algum lado, somos cumprimentados com a pergunta “não trouxeram a vossa filha?” e nós respondemos com um óbvio “naaaaaoo”… mas ultimamente tenho pensado que, desta forma os nossos amigos acabam por não a conhecer.. tanto é que temos amigos que nunca a viram! (Ela já tem mais do que 1 ano). É vergonhoso.

Por isto, este fim de semana, decidi que vou começar a levá-la para algumas coisas. Até porque ela é um bocado envergonhada e tem de começar a sentir-se à vontade com pessoas diferentes.

Comecei por levá-la ao OpenCalseberg que foi um evento de padel que houve no Porto e, embora ela não tenha reagido/respondido a ninguém, valeu a pena!

 

A pior pressão é a nossa

Pressão para ter filhos? Tive, muita! Das nossas famílias e de alguns dos nosso amigos. Mas com essa vivemos bem!

Na verdade, acho que nunca me senti pressionada por ninguém para ter o meu primeiro filho. Os comentários entravam a 100 e saiam a 1000. Eu sabia que queria e que vinha o primeiro bebé quando tivesse de ser, independentemente das vontades de terceiros.

Agora sim, vivo a verdadeira pressão – a minha. Olho para a Luisinha e penso muitas vezes que precisa de um irmão. É tão triste uma criança sozinha, sem irmãos, só com os pais…! Pelo menos para mim, que tenho 5 irmãos, soa estranho. E pior: é neta, bisneta e sobrinha única! É só mimo por todo o lado – embora tenha um tio que ainda é criança (o meu irmão Francisco tem só 7 anos).

Embora não esteja nos nosso planos para já, tenho sentido bastante esta pressão. E é a única com que tenho dificuldade de lidar, a única que realmente me afeta.

We will see.

A indefinição do feriado

Os feriados são dias estranhos. A menos que se aproveite o feriado para juntar ao fim-de-semana e se faça mesmo férias, o feriado é um dia de semana disfarçado de domingo em que eu não consigo interiorizar aquele sentimento de ronha a 100% mas ao mesmo tempo, sei que nunca será um dia produtivo por isso vivo-o numa indefinição que me traz algum stress.

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Today’s Outfit

Por um lado, estou com imenso trabalho e, por isso, este dia útil faz-me falta para conseguir cumprir todas as tarefas a que me propus esta semana; Por outro lado, não consigo adiantar coisas que tenho por fazer porque um feriado não é um sábado, é um domingo e toca a todos. Por isso, está tudo fechado! Precisávamos de ir à lavandaria, ao sapateiro, ao banco, escolher tecidos para as cortinas – coisas que não dá jeito fazer à semana – mas não dá para adiantar na mesma!

Portanto, vivo o feriado a tentar relaxar, mas ao mesmo tempo com um stress latente de quem quer produzir e não consegue.

Ah e um factor crucial: como é feriado, tenho a minha filha para tomar conta 🙂 Estivemos no mimo, fomos dar um passeio até Serralves… Mas depois tive de vir para casa tratar de coisas que conseguia em casa para não sentir que foi um dia desperdiçado!

 

 

A vida antes de todos acordarem

Agora ponho despertador ao fim-de-semana para bem cedo e planeio fazer mooontes de coisas antes da Luisinha e o Tó acordarem.

Vou para a cama e começo a fantasiar com aquele tempinho em que só eu é que estou acordada e posso tomar o pequeno-almoço com calma e depois tratar de coisas que tenho para tratar em casa, como arrumar caixotes ainda da mudança de casa que estão no “quarto do bebé” que, para já, é mais “quarto dos arrumos”.

Às 7h dei o biberon à Luisinha, ainda estive indecisa se ficava a pé e começava o dia mas fiz uma máquina de roupa e voltei para a cama até o despertador tocar. Levantei-me, tomei o pequeno-almoço e fui começar a arrumar cheia de motivação! Comecei a arrumar e…….”Leonor, ela está acordada.”. Petrifiquei 1 seg, gritei para dentro “naaaaoooooooo” mas fui busca-la ao quarto, trouxe-a para a sala, brinquei um bocadinho com ela (há-que investir ao fim-de-semana para ela ter a certeza de quem é a mãe, já que há semana vê mais outras pessoas do que a mim).

Levei-a para o “quarto dos arrumos” e tentei arrumar. Mas já não é a mesma coisa, com ela consigo metade da produtividade. Mais um fim-de-semana se passou e não consegui fazer nada do que queria!

Agora começa uma nova semana e vai ser work work work. No próximo fim-de-semana volto a pensar nisso.

 

MUDAR DE CASA – PARTE II

Agora sim, posso falar sobre o que é mudar de casa – nunca tinha mudado e espero não mudar nos próximos tempos!

Viemos de um t1 pequenino, onde vivermos 1 ano e meio e eu fico chocada como temos tantas tralhas! Está a ser um processo infindável!

Esvaziamos a nossa casa antiga e enfiamos tudo na nova e durante uns tempos estivemos a ignorar o assunto. Ficámos em Vila do Conde, em casa dos meus pais, – até porque tivemos de pintar umas paredes – mas já não dava para arrastar a situação então viemos, ainda meios acampados, mas só assim é que vamos adiantando as coisas.

Decidimos pôr a casa habitável e enfiar as tralhas todas para o quarto da Luisinha com a porta fechada. Aos poucos vou tirando caixotes e sacos e vou arrumando… Mas continuo sem saber onde estão as coisas o que é muito irritanteCama de grades! Ela está no nosso quarto e já deixou o berço – dorme (esparramada) numa cama de grades que tem 10 vezes o tamanho dela. Mexe-se imenso e acorda do outro lado da cama.

A primeira fase já passou, já deixou de ser bebé – já reage imenso, ri à gargalhada, olha muito atenta como se estivesse a perceber o que eu lhe digo, levanta imenso a cabeça quando está deitada de barriga para baixo… já está a crescer e eu acho cada vez mais piada!

Com esta mudança aprendi várias coisas que não sabia:

1º Mudar de casa fica caro

2º Apetece deitar tudo fora!

3º É preciso ter disponibilidade para receber os homens da NOS, o ikea, carpinteiros, eletricistas, etc… Por isso, se estivesse a trabalhar, não sei como seria.

4º “Sentir em casa” é um processo… Ainda é estranho para mim estar nesta casa.

 

 

 

Receber florzinhas do jardim

Sabem quando um primo ou afilhado vem oferecer-nos uma flor que apanhou no jardim? E nós achamos aquilo amoroso e tentamos por atrás da orelha mas como ele arrancou quase sem caule, não conseguimos que se segure e só nos resta tentar por na casa do botão da camisa mas aquilo está sempre a cair e quando a criança vira costas deixamos a flor cair ao chão “sem querer”.

Aconteceu-me agora mas não com uma criança mas com o meu marido, que decidiu oferecer-me uma flor que amorosamente arrancou do jardim. Trouxe-me a flor enquanto estava a pôr a Luisinha a dar o arroto. Uma flor sem caule – (o que vou fazer a esta flor?…) – e com bichinhos verdes. Queridíssimo(a)… a intenção.

A propósito disto, lembro-me que o meu irmão mais novo era pequenino (o mais novo de 6) e ofereceu uma flor a minha mãe no jardim. A minha mãe – que já deve ter recebido duzentas florzinhas sem caule de crianças – riu-se, deu-lhe um beijinho e nem esperou que ele se distraísse e “deixou a flor cair ao chão” enquanto continuava a conversar. Só quando eu mostrei a minha indignação (- Mae, ele ainda está aqui!) é que a minha mãe se apercebeu o que tinha feito. Realmente… Cada vez estou mais contente por ter sido a primeira filha!

Por cada bebé, um anel

É sabido que os 9 meses de gravidez não foram propriamente os meses mais felizes da minha vida. Sentia-me enjoada, gorda, inchada, cansada e, enquanto isso, o Tó – que ia ter o mesmo bebé que eu – passeava-se à minha frente giro e bem disposto, como se nada fosse.

Perante este injusto cenário, comecei a pensar que devia ser recompensada por este esforço (e não, a recompensa não é o bebé porque esse, ele também ia ter e sem qualquer esforço.).

Até que comecei a convencer o Tó que era justo eu receber uma jóia quando a Luisinha nascesse como paga por a ter carregado 38 semanas seguidas e ainda ter de passar pelo parto e pelas coisas assustadoras que fazem parte do processo (a.k.a. agulhas, epidural etc).

Como a perspectiva é termos mais filhos achei que o ideal era receber um anel por cada um e que desse para ir juntando e usar os vários no mesmo dedo, idealmente que tivessem uma pedra para associar uma cor a cada filho. Bem, andei a fantasiar com isto.

O bebé nasceu e… Nada de anel. ‘Paciencia’ – pensei eu. Não toquei no assunto.

Passou-se um mês e meio e, quando já não esperava nada, recebi este anel ‘lindo de morrer’ !! Por coincidência já o tinha visto no instagram da @rosarinhocruzjoias, de onde também é o meu anel de noivado, e até tinha posto like. Fiquei mesmo contente!

Ainda por cima preenche todos os requisitos: tem uma pedra e por isso dá para mudar a cor por filho e é fino e perfeito para juntar com outros. (Mas também não é fino de mais, o que significa que não vão caber muitos ! Depois quando vier com a conversa de ter mais filhos posso sempre alegar que foi ele que definiu o número pela largura do anel! Ehehe)