Compras de Natal

Adoro fazer compras de Natal! Adoro dar presentes. Pensar no que é que cada pessoa ia gostar mais de receber e procurar o presente ideal.

É a altura do ano que mais adoro passear nas lojas, especialmente nas ruas, mas também no shopping.

Adoro as decorações, as luzinhas, as músicas, os embrulhos caprichados, o ar alegre das pessoas e até os cheiros!

Mas também é a altura do ano em que mais me apetece ser rica. Gostava mesmo de poder dar bons presentes a toda a gente! Como tenho uma família grande, o budget definido para cada um é sempre baixo, por isso fico mesmo desconsolada por ter de procurar especificamente coisas de determinado valor; quando o presente ideal ia custar 10 vezes mais!

Quem me dera poder ir a uma ourivesaria e comprar um presente para a minha mãe, avós, tias, irmãs, amigas etc!

Mas não… ainda não chegou o dia. Nem me parece que esteja perto. A não ser que me saia amanhã o Euromilhões ! 😀 O que importa é manter a esperança! Ainda que nunca me tenha saído nem o último prémio…!

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Compras online – Blhac.

Diz que os “Portugueses gastaram mais de 10 milhões de horas em ecommerce no último trimestre de 2017” (22% acima do registado no mesmo período, no ano passado) – segundo o Grupo Marktest.

Eu fui um deles.

Fazer compras ou, pelo menos, passear nas lojas é terapêutico para mim, é crucial para o meu equilíbrio; por isso, quando fiquei de “repouso absoluto” por tempo indeterminado, fiquei confinada às compras online.

Nunca fui muito fã do ecommerce. Por várias razões:

  • por um lado porque “passear” nas compras em formato online não tem a mínima graça – temos quase sempre de escolher categorias e, depois, ver os produtos 1 a 1, postos em meio corpo de modelo e não conseguimos sentir o toque nem usufruir da organização de tons ou estilos, ou mini-coleções que encontramos nas lojas físicas.
  • por outro lado, tenho sempre a impressão de que a oferta online é muito mais reduzida do que nas lojas físicas – embora também existam as gamas exclusivas online.
  • por último e, embora me envergonhasse um bocado, confesso que tinha algum medo de que alguma coisa corresse mal na entrega ou na cobrança. Sentia-me um bocado old school por ter esta resistência.

(para além do inconveniente da ter de estar em casa para receber a encomenda mas que tinha resolvido, mandando entregar no escritório).

Tive de me contentar com este tipo de compras, até porque a Luisinha não tinha nada para vestir no inverno e eu fiquei de cama no início de setembro! Já tinha feito algumas compras antes e, nem sempre, tinha corrido às mil maravilhas.

Fiz então algumas compras em marcas mais conhecidas e solidificadas, como também em pequenas marcas “de instagram”. Recebi produtos de Portugal e de fora do país e, até agora, só tive stresses !!! Afinal, a minha resistência não era tão parva assim. Tinha razão de ser.

  • Desde ficar dias e dias à espera de uma encomenda, até que a marca me informou que foi devolvido aos correios porque ninguém abriu a porta de casa – lá fui eu aos correios, levar com uma fila de 15 pessoas, para ter de ouvir que os CTTs passaram em minha casa, bateram à porta, eu não abri e não me deixaram nenhuma notificação – eu tenho a certeza absoluta de que estava em casa no dia e hora indicados. Para além de que, paguei 3€ de portes – por isso, fiquei muito irritada por ter de lá ir levantar o pacote.
  • Continuo à espera de uma encomenda que fiz e paguei em Maio no site Zaful e que nunca recebi. Já trocamos vários emails e ainda não percebi o que aconteceu.
  • Recebi uma notificação de que os CTTs estiveram em minha casa na 6ª feira a uma hora a que eu não estava. A indicação que me deixaram foi de que tenho 2 dias úteis para ligar a agendar nova entrega; já tentei ligar 3 vezes para os CTTs, deixei-lhes mensagem para me ligarem de volta quando puderem, segundo indicações do atendedor de chamadas, às 11:30. Até agora, não me ligaram de volta.
  • O Tó encomendou uns vinis há 2 semanas que só chegaram hoje. Vieram de Londres… Não da China.

(E as trocas? E as desilusões que temos quando confrontamos o produto real com a imagem do site?…)

Portanto, não estou feliz com estas experiências. Mas, mesmo que corresse tudo perfeito, há um factor que o ecommerce não consegue substituir às compras presenciais que é a compra imediata; o ter o produto logo na mão e poder leva-lo para casa. Por isso, duvido muito que o ecommerce venha mesmo substituir as compras tradicionais. Pelo menos para mim, não tem absolutamente nada a ver! Continuo a preferir mil vezes ir ao shopping e poder passear pelas lojas. Ou se tiver mais tempo, ir às lojas de rua que adoro ainda mais.

E sou muito muito reticente em comprar naqueles sites, habitualmente, asiáticos, em que temos de esperar 40 dias para receber as compras em casa ! Não entendo como é que alguém tem interesse em escolher e comprar hoje um produto e recebe-lo quando a estação já está a acabar :p Mesmo que não seja roupa ou acessórios. Quando recebemos as encomendas já nem nos lembramos que tínhamos feito aquelas compras! E com jeitinho, até já tínhamos mudado de casa!

Entregamos em casa – portes grátis na compra de dois

Não consegui comentar o assunto dos gémeos do Cristiano Ronaldo. Talvez porque goste genuinamente dele e me encha do clássico orgulho português de o ver jogar e conquistar o mundo!

Mas rendi-me ao comentário da Isabel Stilwell no Jornal de Negócios e não posso deixar de reforçar. Onde estão os defensores dos direitos da criança? Se o CR7 tivesse encomendado dois gatinhos talvez os ativistas da defesa dos animais encontrassem algum motivo para se indignarem e virem inundar os jornais e redes sociais.

Mas quando falamos de humanos… ninguém se chega à frente?

Existem inúmeras situações em que a hipótese de formas alternativas de ter filhos se podem discutir e não me refiro de todo a estas. Mas de que falamos aqui? Qual é, na verdade, a cena do Cristiano Ronaldo? Quer a todo o custo ter filhos mas não encontrou a mulher perfeita com quem os fazer? Quer ter filhos mas proteger-se para não dever nada a ninguém? Será apenas um capricho de quem é tão rico que lhe apetece e whatever?…

Estes bebés vão poder fazer tudo o que lhes apetece e serem mimados até ao tutano mas, será que um dia vão pedir ao pai para comprar uma mãe? Uma verdadeira mãe?

E, como não têm mãe, quem vai criar estas crianças? Onde é que vão viver? Ao pé do pai não me parece. Parece-me mais que o CR7 comprou mas é dois irmãos mais novos.

 

Follow your dreams

Na semana passada cruzei-me com um texto que dizia que a expressão “seguir o seu sonho” só apareceu nos últimos 20 anos – segundo um artigo da Harvard Business Review – e fiquei a pensar nisso.

20 anos não é muito tempo…! Hoje em dia, qualquer criança que nasça, vai ser induzida a seguir o seu sonho, desde cedo. Somos bombardeados com estímulos que nos obrigam a ter um sonho e a segui-lo! O que obriga a termos bem identificado qual é o nosso sonho! E esta parte é a que mais me choca – porque nem toda a gente sabe qual é o seu sonho. Alias, arrisco a dizer que nem toda a gente tem “um sonho”. Eu própria não sei qual é o meu sonho – e não nos chega o “ser feliz”, porque isso, toda a gente quer. É a natureza humana, acho eu.

Não é por acaso que a minha geração (nascida nos anos 90) é recorrentemente classificada como ansiosa crónica e eu identifico-me com isto. Não acontece só comigo mas noto no meu circulo de amigos e nos milhares de estudantes com quem me tenho cruzado – em âmbito profissional. Nestas fases inicias da vida adulta – a passagem para o mercado de trabalho e os primeiros anos de vida profissional – são estonteantes hoje em dia. Porque temos de fazer mais e temos de fazer diferente e temos de fazer SÓ o que gostamos e… no fundo, sabemos lá o que queremos! Sabemos lá do que gostamos!

Porque, mais do que a mudança de mentalidade, o que mudou realmente foi a possibilidade que existe hoje de atingirmos (quase) qualquer sonho – conseguimos facilmente estar noutra parte do mundo ou falar com qualquer pessoa, ou whatever! Então, os sonhos, passaram a ser objetivos – logo é possível “segui-los”.

Segundo Vitor Ferreira (sociólogo do ICS), A “venda” do sonho “nos anúncios de tv, nas redes sociais, em todas as campanhas publicitárias nos jornais e pela rua” como algo que “tem que ser conseguido” é uma coisa que “acentua a exclusão social”. Eu não iria tanto para a “exclusão social” mas sobretudo para a sensação de frustração que nos causa.

Porque, enquanto não os atingirmos – sejam lá eles quais sejam – vamos sentir a frustração ou de não ter conseguido ou de nem saber o que queríamos ter conseguido!

Tenho ouvido pessoas que vão viajar para algum sitio específico do mundo e têm “um feeling” de que vão descobrir uma resposta nesse sítio – ou que vão descobrir “a cena” deles. Depois voltam… Tristes porque não aconteceu nada. Porquê esta busca desmesurada pelo sonho?… Porque não conseguimos viver com mais serenidade?

A possibilidade de conquistar qualquer coisa no mundo leva-nos a acreditar que tudo depende SÓ de nós e do nosso esforço. Quantos de nós ouvimos de pais ou professores “com esforço, tudo se faz” ou “se te empenhares consegues fazer qualquer coisa!”.E não é bem assim. Há milhares de fatores que influenciam o nosso rumo – o timing, a sorte, as pessoas com quem nos cruzamos, etc.

Eu, enquanto não sei qual é o SO WHATmeu sonho, prefiro ir vivendo, esforçando-me no meu dia a dia e a acreditar que o que for para acontecer, acontecerá. As oportunidades vão surgindo e eu decido se as agarro ou deixo passar – estou mais numa de “follow your heart” 🙂 Tenho adotado essa filosofia porque, claro, também sinto a pressão de não saber o que quero mesmo fazer na minha vida! E tenho de ir lidando com isso.

Na minha vida pessoal já atingi o meu sonho: ter a minha família. Agora falta-me o profissional – Mas é ilegítimo se me deixar ir indo?…

 

Napercise – um son(h)o

Já ouviram falar de Napercise?

Uma modalidade criada por uma cadeia de ginásios do Reino Unido que consiste em dormir e queimar calorias ao mesmo tempo.

Não é um sonho? Para já, “dormir tranquila”, para mim, já seria um sonho – agora, queimar calorias enquanto durmo? Maravilha.

Napercise

Para saber mais: https://nit.pt/fit/ginasios-e-outdoor/napercise-modalidade

 

Não me chega o castigo, ainda tenho de ouvir berros?

Não há saco.

Somos constantemente bombardeados com estímulos para o estilo de vida (aparentemente) healthy em todo o lado – “vamos todos beber leite de soja”, “agora vamos pôr sementes em tudo”, “agora só se pode comer marinheiras”, chá verde, água com limão em jejum, etc. Modas que pegam tão rápido como desaparecem ou são descredibilizadas com outra moda qualquer.

Como se não bastasse a alimentação, ainda temos de levar com coleções inteiras de roupa de desporto em todas as lojas de roupa. As nossas queridas marcas-de-sempre, onde vamos passear quando temos um dia pior e queremos simplesmente ver coisas giras – pois também aqui nos esfregam na cara as leggings fluorescentes, as caneleiras, os coletes aos furinhos, sei lá mais o quê!

Eu sou aquela categoria de pessoas que veste umas leggings pretas e uma tshirt de publicidade para ir ao ginásio, não quero falar com ninguém quando lá estou, não combino com amigas, tenho pena de mim em contínuo durante todo o treino e vou para casa com a pior neura de sempre. Não tenho qualquer prazer em fazer desporto – minto, só tenho o prazer de pensar que fiz. Ponto.

Mas o que me traz hoje a escrever sobre o tema é algo que me tem perturbado ultimamente:

por que raio os professores do ginásio insistem em BERRAR ao microfone durante a aula?!

Já não questiono porque lançam perguntas para o grupo como “então? estão bem dispostos? está a doer? Se sorrirem custa menos!” às quais obviamente ninguém responde porque:

a) somos um grupo de pessoas desconhecidas – pelo menos, a partir da 2ª fila

b) estamos todos com vontade de ir embora – pelo menos na minha cabeça

c) estamos quaseeee a desmaiar e a pensar “pois, estás aí aos saltinhos porque fazes a aula toda com caneleiras a fingir e alteres de 1kg”

Mas por que berram histericamente, quando têm um microfone colado à bochecha?!

AIIIIIIIIII! HELP!