Entregamos em casa – portes grátis na compra de dois

Não consegui comentar o assunto dos gémeos do Cristiano Ronaldo. Talvez porque goste genuinamente dele e me encha do clássico orgulho português de o ver jogar e conquistar o mundo!

Mas rendi-me ao comentário da Isabel Stilwell no Jornal de Negócios e não posso deixar de reforçar. Onde estão os defensores dos direitos da criança? Se o CR7 tivesse encomendado dois gatinhos talvez os ativistas da defesa dos animais encontrassem algum motivo para se indignarem e virem inundar os jornais e redes sociais.

Mas quando falamos de humanos… ninguém se chega à frente?

Existem inúmeras situações em que a hipótese de formas alternativas de ter filhos se podem discutir e não me refiro de todo a estas. Mas de que falamos aqui? Qual é, na verdade, a cena do Cristiano Ronaldo? Quer a todo o custo ter filhos mas não encontrou a mulher perfeita com quem os fazer? Quer ter filhos mas proteger-se para não dever nada a ninguém? Será apenas um capricho de quem é tão rico que lhe apetece e whatever?…

Estes bebés vão poder fazer tudo o que lhes apetece e serem mimados até ao tutano mas, será que um dia vão pedir ao pai para comprar uma mãe? Uma verdadeira mãe?

E, como não têm mãe, quem vai criar estas crianças? Onde é que vão viver? Ao pé do pai não me parece. Parece-me mais que o CR7 comprou mas é dois irmãos mais novos.

 

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Follow your dreams

Na semana passada cruzei-me com um texto que dizia que a expressão “seguir o seu sonho” só apareceu nos últimos 20 anos – segundo um artigo da Harvard Business Review – e fiquei a pensar nisso.

20 anos não é muito tempo…! Hoje em dia, qualquer criança que nasça, vai ser induzida a seguir o seu sonho, desde cedo. Somos bombardeados com estímulos que nos obrigam a ter um sonho e a segui-lo! O que obriga a termos bem identificado qual é o nosso sonho! E esta parte é a que mais me choca – porque nem toda a gente sabe qual é o seu sonho. Alias, arrisco a dizer que nem toda a gente tem “um sonho”. Eu própria não sei qual é o meu sonho – e não nos chega o “ser feliz”, porque isso, toda a gente quer. É a natureza humana, acho eu.

Não é por acaso que a minha geração (nascida nos anos 90) é recorrentemente classificada como ansiosa crónica e eu identifico-me com isto. Não acontece só comigo mas noto no meu circulo de amigos e nos milhares de estudantes com quem me tenho cruzado – em âmbito profissional. Nestas fases inicias da vida adulta – a passagem para o mercado de trabalho e os primeiros anos de vida profissional – são estonteantes hoje em dia. Porque temos de fazer mais e temos de fazer diferente e temos de fazer SÓ o que gostamos e… no fundo, sabemos lá o que queremos! Sabemos lá do que gostamos!

Porque, mais do que a mudança de mentalidade, o que mudou realmente foi a possibilidade que existe hoje de atingirmos (quase) qualquer sonho – conseguimos facilmente estar noutra parte do mundo ou falar com qualquer pessoa, ou whatever! Então, os sonhos, passaram a ser objetivos – logo é possível “segui-los”.

Segundo Vitor Ferreira (sociólogo do ICS), A “venda” do sonho “nos anúncios de tv, nas redes sociais, em todas as campanhas publicitárias nos jornais e pela rua” como algo que “tem que ser conseguido” é uma coisa que “acentua a exclusão social”. Eu não iria tanto para a “exclusão social” mas sobretudo para a sensação de frustração que nos causa.

Porque, enquanto não os atingirmos – sejam lá eles quais sejam – vamos sentir a frustração ou de não ter conseguido ou de nem saber o que queríamos ter conseguido!

Tenho ouvido pessoas que vão viajar para algum sitio específico do mundo e têm “um feeling” de que vão descobrir uma resposta nesse sítio – ou que vão descobrir “a cena” deles. Depois voltam… Tristes porque não aconteceu nada. Porquê esta busca desmesurada pelo sonho?… Porque não conseguimos viver com mais serenidade?

A possibilidade de conquistar qualquer coisa no mundo leva-nos a acreditar que tudo depende SÓ de nós e do nosso esforço. Quantos de nós ouvimos de pais ou professores “com esforço, tudo se faz” ou “se te empenhares consegues fazer qualquer coisa!”.E não é bem assim. Há milhares de fatores que influenciam o nosso rumo – o timing, a sorte, as pessoas com quem nos cruzamos, etc.

Eu, enquanto não sei qual é o SO WHATmeu sonho, prefiro ir vivendo, esforçando-me no meu dia a dia e a acreditar que o que for para acontecer, acontecerá. As oportunidades vão surgindo e eu decido se as agarro ou deixo passar – estou mais numa de “follow your heart” 🙂 Tenho adotado essa filosofia porque, claro, também sinto a pressão de não saber o que quero mesmo fazer na minha vida! E tenho de ir lidando com isso.

Na minha vida pessoal já atingi o meu sonho: ter a minha família. Agora falta-me o profissional – Mas é ilegítimo se me deixar ir indo?…

 

Napercise – um son(h)o

Já ouviram falar de Napercise?

Uma modalidade criada por uma cadeia de ginásios do Reino Unido que consiste em dormir e queimar calorias ao mesmo tempo.

Não é um sonho? Para já, “dormir tranquila”, para mim, já seria um sonho – agora, queimar calorias enquanto durmo? Maravilha.

Napercise

Para saber mais: https://nit.pt/fit/ginasios-e-outdoor/napercise-modalidade

 

Não me chega o castigo, ainda tenho de ouvir berros?

Não há saco.

Somos constantemente bombardeados com estímulos para o estilo de vida (aparentemente) healthy em todo o lado – “vamos todos beber leite de soja”, “agora vamos pôr sementes em tudo”, “agora só se pode comer marinheiras”, chá verde, água com limão em jejum, etc. Modas que pegam tão rápido como desaparecem ou são descredibilizadas com outra moda qualquer.

Como se não bastasse a alimentação, ainda temos de levar com coleções inteiras de roupa de desporto em todas as lojas de roupa. As nossas queridas marcas-de-sempre, onde vamos passear quando temos um dia pior e queremos simplesmente ver coisas giras – pois também aqui nos esfregam na cara as leggings fluorescentes, as caneleiras, os coletes aos furinhos, sei lá mais o quê!

Eu sou aquela categoria de pessoas que veste umas leggings pretas e uma tshirt de publicidade para ir ao ginásio, não quero falar com ninguém quando lá estou, não combino com amigas, tenho pena de mim em contínuo durante todo o treino e vou para casa com a pior neura de sempre. Não tenho qualquer prazer em fazer desporto – minto, só tenho o prazer de pensar que fiz. Ponto.

Mas o que me traz hoje a escrever sobre o tema é algo que me tem perturbado ultimamente:

por que raio os professores do ginásio insistem em BERRAR ao microfone durante a aula?!

Já não questiono porque lançam perguntas para o grupo como “então? estão bem dispostos? está a doer? Se sorrirem custa menos!” às quais obviamente ninguém responde porque:

a) somos um grupo de pessoas desconhecidas – pelo menos, a partir da 2ª fila

b) estamos todos com vontade de ir embora – pelo menos na minha cabeça

c) estamos quaseeee a desmaiar e a pensar “pois, estás aí aos saltinhos porque fazes a aula toda com caneleiras a fingir e alteres de 1kg”

Mas por que berram histericamente, quando têm um microfone colado à bochecha?!

AIIIIIIIIII! HELP!

Ano novo, Vida nova!

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Eu faço parte do grupo que gosta da passagem de ano! Ligo imenso a este momento único no ano em que nos é permitido fazer um reset na nossa vida, sabendo que o dia 1 de janeiro é imediatamente a seguir ao 31 de Dezembro mas que podemos começar uma vida nova !

Digo vida nova, não me referindo a grandes marcos ou acontecimentos, mas à força que todos sentimos para melhorar quando nos é dada esta “oportunidade”.

O ser humano não consegue estar sempre no auge da sua motivação, das suas qualidades e desempenho. Mas o potencial está sempre connosco, a toda a hora. Estes momentos de paragem, de fôlego, são importantes para nos permitir “começar de novo”.

Falo da meia-noite mas acho que toda a semana anterior se revela crucial para esta mudança. É uma semana em que nos permitimos cometer excessos, preguiçar, não nos esforçarmos para nada, descansar, conversar, matar saudades uns dos outros – SEM CULPAS! E isto é maravilhoso.

Pelo menos nas próximas duas/três semanas, vamos ter força para cumprir aquilo a que nos propusemos apoiados na ideia de “na última semana do ano já aproveitei o suficiente”.

Gosto tanto de definir propósitos (e também porque sou uma ansiosa crónica) que nos últimos dias do ano já só quero que comece um novo ano para começar a pô-los em prática – mas começar a cumprir os propósitos antes do inicio do ano sabe só a absurdo. Não é permitido.

Este ano, como nos outros, tenho muitos propósitos! O maior problema é que não são conciliáveis 🙂 E é esta a magia do novo ano! Acreditarmos que vamos ser capazes de tudo, estarmos motivados para sermos melhores nas mais variadas vertentes – querer aproveitar todo o nosso potencial!

Se daqui a um mês estou desiludida comigo, paciência, por esta sensação – já valeu!

Bom ano!!

 

Ao que chegamos!

Digam-me que estão a seguir esta brincadeira no insta entre os Obamas e o Príncipe Harry:

Hey, @KensingtonRoyal. Are you ready for @InvictusOrlando? Game on.

A post shared by Michelle Obama (archived) (@michelleobama44) on

Unfortunately for you @michelleobama and @barackobama I wasn't alone when you sent me that video 😉 – Prince Harry

A post shared by Kensington Palace (@kensingtonroyal) on

Ahaha ao que chegamos! Acho imensa graça que a rainha alinhe nisto.

Pensando bem a minha avó também anda pelo facebook, não é AvoChinha?

(Calma! Eu sei que tem menos 20 anos do que a rainha!)