THE RING

Ontem fez um ano desde que fiquei oficialmente noiva.

Tive direito a este anel lindo de morrer da Rosarinho Cruz que adoro.anel

Usei-o todos os dias até casar e depois de casada continuo a usar, no mesmo dedo que a aliança.

Quadrado branco

É um anel diferente dos clássicos anéis de noivado – é de ouro e mais largo do que o habitual.

Nunca gostei dos típicos anéis com um solitário ou com mini-diamantes sob uma base prateada de prata ou ouro branco.

A D O R E I

o anel no mesmo segundo em que abri a caixa e até hoje adoro-o de todas as vezes que olho para ele.

IMG_0335Mas mais do que o anel, o importante foi o que aconteceu a partir do momento em que o recebi.

Tinha 5 meses até ao dia em que teria de dizer que sim para sempre.

Depois da excitação normal do jantar de noivado, começou a loucura da organização do casamento (algumas coisas começaram antes até).

Igreja, padre e leituras, coro, tenda, catering, vestido, convites, enxoval, decoração, iluminação, dj e musicas, nomes das mesas, ramo, sapatos…

É muito fácil andarmos distraídos do essencial e da responsabilidade que temos em mãos. 

Sempre ouvi que é normal os noivos andarem nervosos e terem alguns momentos de hesitação ou de ansiedade e por isso, fiquei à espera que me surgissem dúvidas – se estaria a fazer a coisa acertada, se teria escolhido bem a pessoa com quem queria passar o resto da vida… Mas nunca mais surgiam.

Por isso, decidi forçar-me a ter dúvidas.

Senti necessidade de o fazer para não chegar o dia sem a certeza de estar a fazer uma escolha 100% consciente porque acredito que o casamento é um compromisso sem volta.

Ainda que a vida nos obrigue a distanciar-nos um do outro (oxalá nunca aconteça!), eu acredito que não deixamos de ser marido e mulher.

Obriguei-me nalguns momentos a questionar se o Tó era a pessoa que eu queria não só nesta fase da vida – porque sabia que era – mas para toda a vida, com as mudanças que iam acontecer nos dois e com tudo o que a vida nos podia trazer ao longo dos anos.

Se era a pessoa que queria ter ao meu lado sempre e para tudo.

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De todas as vezes que me obriguei a fazer este exercício (foram algumas) chegava à conclusão que sim, que tinha a certeza que era ele.

E por isso, disse que sim.

Se hoje me mantenho com as mesmas certezas?

Agora já não questiono.

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O QUE É HOJE O COMPROMISSO PROFISSIONAL?

UM TEMA MAIS SÉRIO.

Se estivermos atentos a outras oportunidades profissionais, estamos menos comprometidos com a empresa onde trabalhamos?

Tenho pensado nisto.

Na semana passada participei na Expo RH e, de entre muitas intervenções que pouco acrescentam ao que já conhecemos, houve uma que me deixou a pensar.

A Custódia Cabanas, uma espanhola especialista no engagement, apresentou dados atuais sobre o que chamou de

espiral descendente de compromisso”. 

Expôs, muito claramente, as dificuldades que as empresas encontram hoje para manter os seus colaboradores comprometidos com o seu projeto. Falou do maior perigo a que as empresas estão expostas: o facto de nos mantermos nos mesmos empregos por falta de alternativas!

Os colaboradores mantém-se nos mesmos lugares, ainda que insatisfeitos porque não têm para onde “fugir”.

Isto significa que cada empresa conta com uma fatia significativa de colaboradores não comprometidos (o estudo apresentado estima mais de 50%) que, consequentemente, produzem menos, têm menos ideias e faltam 3x mais do que os outros.

Num tom provocador, outro orador, disse a propósito do mesmo assunto:

“Como é que uma empresa trabalha se 50% dos computadores não funcionarem?”

Pois, 50% dos colaboradores descomprometidos, é quase tão grave como a avaria de metade dos computadores da empresa.

Outro problema é identificar os descomprometidos.

O compromisso é um sentimento, é algo intimo.

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Apenas a pessoa sabe se está comprometida ou não e escolhe o que quer demonstrar. É muito difícil medir o compromisso no trabalho – sobretudo numa grande empresa em que é impossível acompanhar as atitudes e ouvir os comentários de cada colaborador.

Por isso o desafio é ainda mais complexo.

Para agravar, somos educados a que temos a responsabilidade de construir a nossa carreira! Em comparação com as carreiras do antigamente, em que os empregos eram para a vida (bo-ring).

E mais! Somos educados a ser ambiciosos – incutem-nos a ideia de que “se quiseres, vais longe” ou do “never stop dreaming”

(como se houvesse um lugar “lá em cima” para todos; como se todos tivessem um talento especial ou uma capacidade diferenciadora).

Assim, a minha geração, tende a estar activamente à procura de emprego, nunca 100% satisfeita com o que tem, ainda que comprometida.

Diz-se já que os quadros executivos das empresas estão num processo constante de networking e só ficam em média 30 meses no mesmo cargo e na mesma empresa… Podemos pensar nalguns casos que comprovem isto.

Eu digo até mais – tenho a sensação que por vezes as pessoas procuram novas oportunidades e participam em processos de recrutamento quase por obrigação. Sabendo interiormente que não querem deixar a empresa, quase torcendo para que as condições oferecidas no novo emprego não sejam tentadoras.

Mas têm de o fazer; sentem a pressão para o fazer.

Quanto a mim, posso dizer que me sinto comprometida com a empresa onde trabalho, com o projeto em que estou envolvida e mantenho-me atenta ao mercado, na expectativa de não deixar passar a minha oportunidade.

Não sinto que isto atenue em nada o meu compromisso e orgulho na empresa.

Penso que as empresas têm hoje um desafio para tentar fazer com os colaboradores parem de pensar em qual vai ser a sua próxima etapa:

tornar-se constantemente num projeto emocionante!

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#workinggirl

#look2 – a sunny (family) sunday

Ontem vesti-me assim.

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Dei uma voltinha pelas lojas e vi esta blusa.

Já lá vão os tempos em que podia comprar “vários artigos por talão” e, por isso, as minhas compras agora são muito mais ponderadas.

Vivo verdadeiros episódios de ansiedade dentro das lojas perante um monte de coisas giras no provador (exagerando um pouco… ou não).

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Porque a comprei?

Comprei porque:

1) Adorei-a.

2) Não tenho nenhuma que faça as vezes.

3) É uma peça essencial para esta estação mas não tão vulgar que não seja lembrada.

4) Para além do desenho da renda, tem o desenho dos acabamentos (remate recortado no decote, nas mangas e na parte de baixo)

5) Todos os detalhes da blusa foram pensados e, por isso, tem muito bom aspeto.

6) É uma peça que dá para um look mais casual e mais formal.

Cada vez dou mais valor ao bom aspeto das peças! (Não sei se é da idade…)

O aspeto – entenda-se como um bom tecido, um bom corte e sem descurar nenhum detalhe – para mim, sobrepõe-se ao design da peça. Porque uma peça que caia como uma luva, quase que ganha vida!

Numa fase de transição (entre miúda mais nova que quer ter o top-da-zara-que-toda-a-gente-tem e agora), pensei que o ideal era apostar no bom aspeto das peças base, nos básicos.

Mas de que me vale ter o crop-top florido da primark se vou encontrar mais três raparigas vestidas igual a mim e depois de o lavar provavelmente já não o posso usar?

Hoje penso exatamente o contrário (vêem como estou sempre com a cabeça a mil?).

O ideal é apostar no aspeto em peças marcantes.

Porque é isso que marca e que é lembrado.

Faço uma ressalva, tudo o que seja em pele – botas, casacos de fora, carteiras – já não é assim.

Nestas peças o mais importante para mim é a resistência e não o design, tendo em conta que as vou usar repetidamente.

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Por exemplo, a carteira que usei com esta blusa é em pele, da Massimo Dutti, oferecida no Natal há 2 anos e eu farto-me de a usar, cheia de tralha e mantém-se ótima!

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Quem descobre de onde é a blusa?

TODAS AS SEGUNDAS, UM RECOMEÇO

DIETA

É um tópico importante a conhecerem sobre mim.

Nasci bastante pesada (5kg…!) e sempre fui uma criança gordinha. Tenho muita tendência para engordar e vivo com essa consciência e cada vez me adapto melhor a essa realidade.

Mas nem sempre foi fácil.

Adoro comer! Comer é (talvez) o maior prazer que temos e, para piorar, a tentação de comer persegue-nos para todo o lado: na nossa cultura todos os programas envolvem comer, sejam familiares, sociais ou profissionais e para não ficar uma bola tive de aprender a controlar-me.folhados

Com 18 anos entrei nesta loucura da busca pelo peso ideal e pela “perfeição” – uma imagem que a sociedade me obrigou a construir e que nunca conseguirei alcançar porque simplesmente não é o meu formato de corpo. Não sou alta, não tenho as pernas longas e magras… E durante algum tempo aceitar/ver isto foi difícil para mim.

E continua a ser, nalguns momentos.

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Aprendi a conhecer o meu corpo, os meus limites e as minhas capacidades de auto-controlo e consegui emagrecer cerca de 10kg. Demorei 1 ano a emagrecer porque não me privei de comer o que me apetecia aos fins de semana.

Podia ter emagrecido mais rápido, mas nunca ia aguentar tanto tempo e o meu peso facilmente voltava ao inicial, se assim o tivesse feito.

Passados 7 anos ( !!!! ) sou uma mulher magra. Mantenho-me com um peso que me agrada (embora nunca seja o suficiente) e parece-me que já descobri o meu equilíbrio – aquilo que funciona para mim e me possibilita viver com esta consciência, esforçando-me mas tirando partido da vida e das coisas boas.

Tenho muito para dizer sobre isto…

Mas ficará para outra altura.

Hoje é segunda-feira. E todas as segundas são dias de recomeço.sopa de broculos

Segunda feira é aquele dia em que acordamos sem fome (até um pouco mal dispostas com o que comemos no fim de semana) e tomamos o pequeno-almoço “à força” porque nos ensinaram que é a refeição mais importante do dia e porque sabemos que estamos em dieta e psicologicamente já temos fome.

maça

Fazemos dieta perfeita porque ainda temos baterias carregadas no fim de semana e até fazemos exercício. Estamos animadas e temos força para enfrentar uma semana recheada de tentações que nos vão ocupar a cabeça e causar (muitos) momentos de desassossego e ansiedade.

Mas e se?

E se à segunda feira não trazemos o almoço para o trabalho? Ficamos restringidos às opções da cantina ou do bar – e já não fazemos tão dieta como queríamos. Ficamos irritadas, resmungamos enquanto almoçamos e os colegas invariavelmente dizem “Oh deixa lá isso, uma vez não faz mal…”

E se um colega de trabalho faz anos? E insiste até ao limite para comermos uma fatia de bolo, dizendo que fica ofendido se não o fizermos porque… “Uma vez não faz mal...”

E se alguém nos estende um pacote de m&ms? E quando dizemos que não queremos, dizem “Oh só dois não faz mal…”

E se temos um momento de stress no trabalho e somos bombardeados com uma prateleira de chocolates ao pé da máquina de café? Pensamos “eu mereço, o dia está a correr mesmo mal e amanhã recomeço.”

E se não jantamos em casa? E mesmo comendo só carne/peixe e salada, alguém insiste para repetirmos ou para comermos um bocadinho de doce porque… “Uma vez não faz mal…

Courgete

Os nossos dias estão recheados de encolher de ombros e olhares de incompreensão e até de “pena”, como quem olha para um doente, quando somos magras e fazemos dieta.

E isso é só mais uma coisa com que temos de lidar. Para além de todas as tentações que nos aparecem durante o dia. Mas também, mais coisa, menos coisa… Pff…

Hoje é segunda-feira, é dia de recomeço!

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#look1 – a cloudy start of spring

Hoje vesti-me assim.Look 1

 Nestes dias em que já cheira a primavera mas a luz lá fora é cinzenta, é difícil decidir o que vestir.

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Neste inverno usei muito a mistura do preto e do camel e ainda me apetece usar.

Este lenço era da minha avó e eu uso-o imenso.

É um clássico que dá sempre para usar e por isso, não abdico de o ter na gaveta nas estações mais frias.

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Os botins e a carteira são duas peças matchy que adoro usar juntas!

A carteira tem um tamanho óptimo e, apesar de ter um formato e uma alça mais casual, o seu material preto, trabalhado (crocodilo) e envernizado, dá-lhe um toque chic.

Os botins têm exatamente o mesmo material e eu adoro-os. fotografia 5Uso-as juntas porque, apesar de terem o mesmo material – o que podia fazer com que a sua conjugação ficasse pesada -, são ambas peças leves.

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Blusa preta com folho: Zara

Calças em napa camel: Stradivarius

Botins pretos: Sfera

Carteira preta: Zara

QUAL A LINHA QUE SEPARA?

BRINCOS STATEMENT

QUAL A LINHA QUE SEPARA O QUE É GIRO E O QUE É TOO-MUCH?

Cute earrings

Hoje pensei nisto.

Tenho sempre esta dúvida.

Há montes de modelos deste estilo de brincos, de todas as cores e tamanhos e hoje em dia parece que se gosta quase indiscriminadamente de todos.

Surge, mais uma vez a questão da habituação.

Habituamo-nos ao excesso de informação que este tipo de brincos consegue ter, e cada vez nos “choca” menos a mistura de pedras e cores.

BrincosMangoA minha dificuldade é sempre:

é giro ou é piroso?

Vou ficar vistosa-gira, ou vistosa-too-much?

Para mim, cada vez mais tudo é permitido neste tipo de brincos.

O mesmo não se aplica aos colares statement, mas hoje: não pensei sobre isso.

O essencial é a base com que são conjugados.

Se vestirmos uma base lisa branca ou preta diria mesmo que tudo fica giro!

Toomuchearrings

É uma peça ousada que faz todo o outfit, demonstra personalidade e segurança mas nem pensar em usar constantemente!

É uma peça que marca.

Consigo lembrar-me dos brincos statement que as minhas amigas próximas têm. Por isso, não acho que valha a pena ter mais do que 2 ou 3 pares.

(até porque, como são muito vistosos, se alguém tiver iguais, vai ser muito óbvio)

Eu só tenho dois pares. Tenho uns novos e adoro-os:MeusBrincos

São da Mango.