A mãe é o melhor exemplo

Hoje no supermercado ouvi uma mulher dizer para a filha de 4 anos, depois de terem entornado um pacote de detergente: “vamos depressa embora daqui para não perceberem que fomos nós”.

Excelente exemplo.

Só me apeteceu dizer “eu vi e vou fazer queixinhas”, mas, eu, já tenho idade para ter juízo.

Estes são os pais que temos.

-.-

Anúncios

Ir para fora em trabalho

Mais uma vez estou a ir a Lisboa em trabalho. Quando vou, normalmente, fico de um dia para o outro. Custa-me, claro, ficar sem a Luisinha e sem o Tó e ter de fazer as viagens (sobretudo quando vou de comboio…!).

Mas tenho de admitir que há um fator maravilhoso que compensa tudo: dormir uma noite seguida! Can’t wait 🙂

Follow your dreams

Na semana passada cruzei-me com um texto que dizia que a expressão “seguir o seu sonho” só apareceu nos últimos 20 anos – segundo um artigo da Harvard Business Review – e fiquei a pensar nisso.

20 anos não é muito tempo…! Hoje em dia, qualquer criança que nasça, vai ser induzida a seguir o seu sonho, desde cedo. Somos bombardeados com estímulos que nos obrigam a ter um sonho e a segui-lo! O que obriga a termos bem identificado qual é o nosso sonho! E esta parte é a que mais me choca – porque nem toda a gente sabe qual é o seu sonho. Alias, arrisco a dizer que nem toda a gente tem “um sonho”. Eu própria não sei qual é o meu sonho – e não nos chega o “ser feliz”, porque isso, toda a gente quer. É a natureza humana, acho eu.

Não é por acaso que a minha geração (nascida nos anos 90) é recorrentemente classificada como ansiosa crónica e eu identifico-me com isto. Não acontece só comigo mas noto no meu circulo de amigos e nos milhares de estudantes com quem me tenho cruzado – em âmbito profissional. Nestas fases inicias da vida adulta – a passagem para o mercado de trabalho e os primeiros anos de vida profissional – são estonteantes hoje em dia. Porque temos de fazer mais e temos de fazer diferente e temos de fazer SÓ o que gostamos e… no fundo, sabemos lá o que queremos! Sabemos lá do que gostamos!

Porque, mais do que a mudança de mentalidade, o que mudou realmente foi a possibilidade que existe hoje de atingirmos (quase) qualquer sonho – conseguimos facilmente estar noutra parte do mundo ou falar com qualquer pessoa, ou whatever! Então, os sonhos, passaram a ser objetivos – logo é possível “segui-los”.

Segundo Vitor Ferreira (sociólogo do ICS), A “venda” do sonho “nos anúncios de tv, nas redes sociais, em todas as campanhas publicitárias nos jornais e pela rua” como algo que “tem que ser conseguido” é uma coisa que “acentua a exclusão social”. Eu não iria tanto para a “exclusão social” mas sobretudo para a sensação de frustração que nos causa.

Porque, enquanto não os atingirmos – sejam lá eles quais sejam – vamos sentir a frustração ou de não ter conseguido ou de nem saber o que queríamos ter conseguido!

Tenho ouvido pessoas que vão viajar para algum sitio específico do mundo e têm “um feeling” de que vão descobrir uma resposta nesse sítio – ou que vão descobrir “a cena” deles. Depois voltam… Tristes porque não aconteceu nada. Porquê esta busca desmesurada pelo sonho?… Porque não conseguimos viver com mais serenidade?

A possibilidade de conquistar qualquer coisa no mundo leva-nos a acreditar que tudo depende SÓ de nós e do nosso esforço. Quantos de nós ouvimos de pais ou professores “com esforço, tudo se faz” ou “se te empenhares consegues fazer qualquer coisa!”.E não é bem assim. Há milhares de fatores que influenciam o nosso rumo – o timing, a sorte, as pessoas com quem nos cruzamos, etc.

Eu, enquanto não sei qual é o SO WHATmeu sonho, prefiro ir vivendo, esforçando-me no meu dia a dia e a acreditar que o que for para acontecer, acontecerá. As oportunidades vão surgindo e eu decido se as agarro ou deixo passar – estou mais numa de “follow your heart” 🙂 Tenho adotado essa filosofia porque, claro, também sinto a pressão de não saber o que quero mesmo fazer na minha vida! E tenho de ir lidando com isso.

Na minha vida pessoal já atingi o meu sonho: ter a minha família. Agora falta-me o profissional – Mas é ilegítimo se me deixar ir indo?…

 

Napercise – um son(h)o

Já ouviram falar de Napercise?

Uma modalidade criada por uma cadeia de ginásios do Reino Unido que consiste em dormir e queimar calorias ao mesmo tempo.

Não é um sonho? Para já, “dormir tranquila”, para mim, já seria um sonho – agora, queimar calorias enquanto durmo? Maravilha.

Napercise

Para saber mais: https://nit.pt/fit/ginasios-e-outdoor/napercise-modalidade

 

Aquela tendência (literalmente) do momento

Como já disse antes, demoro algum tempo a interiorizar as tendências (mais diferentes) de moda até que, muitas vezes, acabo por adorar. Foram poucas as vezes que apareceu alguma tendência pela qual tivesse amor à primeira vista.

Neste processo, acabo por chegar atrasada a algumas e às vezes, nem chego em tempo útil de as incorporar no meu guarda-roupa.

A última é o estilo gingham (ou o padrão pic-nic). Está a bombar neste momento com todas as bloggers e it girls a esfregarem-nos com esta “toalha” aos quadrados e, já diz o ditado, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Já começo a gostar – só nalgumas peças específicas.

Acho que, o que têm de comum, é o estilo solto e descontraído. Não gosto da aplicação deste padrão com cortes sexys (no caso das pencil skirts, por exemplo).

Anayway, continuo a achar que é daquelas coisas que se usa uma ou duas vezes e se enjoa por completo! Parece-me mesmo uma tendência (só) do momento e, infelizmente, não tenho budget para estes luxos. Por isso, como diria a minha amiga Katarina – “No money, no funny” 😦

 

A pior pressão é a nossa

Pressão para ter filhos? Tive, muita! Das nossas famílias e de alguns dos nosso amigos. Mas com essa vivemos bem!

Na verdade, acho que nunca me senti pressionada por ninguém para ter o meu primeiro filho. Os comentários entravam a 100 e saiam a 1000. Eu sabia que queria e que vinha o primeiro bebé quando tivesse de ser, independentemente das vontades de terceiros.

Agora sim, vivo a verdadeira pressão – a minha. Olho para a Luisinha e penso muitas vezes que precisa de um irmão. É tão triste uma criança sozinha, sem irmãos, só com os pais…! Pelo menos para mim, que tenho 5 irmãos, soa estranho. E pior: é neta, bisneta e sobrinha única! É só mimo por todo o lado – embora tenha um tio que ainda é criança (o meu irmão Francisco tem só 7 anos).

Embora não esteja nos nosso planos para já, tenho sentido bastante esta pressão. E é a única com que tenho dificuldade de lidar, a única que realmente me afeta.

We will see.

Abril com bronze de Setembro

O que é que se passa para toda a gente estar com um bronze de setembro em pleno abril?!

Sim, tem estado um tempo óptimo nas últimas semanas. Mas, quem é que tem tempo para apanhar sol ao ponto de estar com aquele bronze consolidado, até com alguma sardas e cabelo clareado? (A parte do cabelo talvez seja sugestão da minha cabeça).

É que nas horas de sol acho que é horário de trabalho para a maioria das pessoas, não? Confesso que nem chego a sentir se está frio ou calor durante o dia – para mim está sempre a mesma temperatura, todos os dias – dentro do escritório.

Ok, há fins de semana para apanhar sol. Mas isto só serve para quebrar aquele branco reluzente do inverno – pelo menos para mim.

Com os horários da luisinha só consigo apanhar sol no maximo 1h no sábado e outra no domingo! Por este andar, vou ficar sempre para trás 😦 help!

Agora ela está a fazer a sesta da tarde e eu estou a aproveitar para tentar apanhar aquele rosadinho básico no nariz que só dura até amanhã.

Xau!