Ter a serenidade para esperar

Sempre fui uma pessoa apressada – estou sempre ansiosa pela próxima fase ou evento de vida. Vivo com pressa e com vontade de fazer tudo ao mesmo tempo! Sempre fui assim, desde que me lembro.

Tenho muita gente que não entende esta minha forma de ser à minha volta. Que me dizem que só a minha presença já stressa toda a gente na sala! Mesmo que eu esteja quieta numa cadeira. É certo que, se estiver sentada no sofá imóvel, a minha cabeça, provavelmente estará a mil.

Com esta “brincadeira” do descolamento vou estar 1 ano parada, ao todo – ou seja, sem trabalhar. Claro que este ano está a ser dividido por fases – 2 meses de repouso absoluto na cama, mais 5 de descanso moderado e os restantes já com o bebé para tratar e conhecer – se Deus quiser.

Estes tempos “desocupados” têm sido um exercício difícil de superar. Porque tenho muitos momentos de impaciência, de ansiedade, de sentimentos de inutilidade, de desespero por querer produzir alguma coisa!

Nesta última semana fiquei doente. Sempre ignorei as minhas doenças e sou defensora da máxima “ignora que passa” – sempre resultou comigo. Não sei se será por estar mais fragilizada com a gravidez ou porque não posso tomar nada para além de Ben-u-rons mas estou cada vez pior e já não consigo continuar com a vida normal para ver se passa.

Agora estou mesmo em casa, “dedicada” à doença! Esta ideia por si só deixa-me nervosa. Mas a verdade é que me apercebi que tenho sentido alguma tranquilidade. Não sei se esta será uma competência que se adquire ou se treina. Mas ultimamente tenho conseguido serenar, ter paciência para esperar e não sentir que me estão a esganar quando penso que ainda faltam 2 meses para o António nascer!

Claro que já tenho imensas ideias e planos para o futuro mas não sinto aquela habitual pressa de chegar lá, de sentir que “o tempo não passa”!

É bom sentir-me assim.

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…da vida na Vila

Apesar de sentir falta da proximidade aos amigos e a lojas e restaurantes etc, não tenho dúvidas que a escolha de mudarmos para Vila do Conde foi a mais acertada.

Hoje estava um dia maravilhoso e fui passear com a Luisinha depois de almoço (também estávamos a precisar de apanhar ar fresco para ver se nos livramos deste virus!). Saí de casa a pé e ela no carrinho. Fomos até à praia sempre com um sol maravilhoso a bater na cara, com pouco movimento na rua e um outro aspeto que quase ninguém se apercebe mas que é ótimo – todo o caminho é plano! Sem subidas nem descidas.

À vinda fomos visitar uma creche que será uma possibilidade para ela a partir de Setembro – altura em que vamos as duas (re)começar vida nova.

As notícias não são as melhores, é difícil arranjar vagas nas creches cá em Vila do Conde. Pelos vistos há muitas crianças e poucas vagas num geral… Mas we will see. Tenho de continuar a procura e fazer pré-inscrição também noutras hipóteses.

Ficamos um bocadinho a ver os miúdos a brincar no recreio e ela ficou logo excitadíssima! Acho que vai adorar entrar para a escola 🙂

Ciúmes por ele ou por ela?…

Durante a gravidez do António Maria dei por mim muitas vezes a pensar “ai coitadinha da Luisinha…”. Ela é a primeira filha, primeira neta, bisneta e sobrinha dos dois lados. Todos se babam com ela, conseguimos passar horas a comentar as gracinhas dela e de repente vai surgir outro bebé com quem terá de dividir a atenção. Já não vou ter esta disponibilidade para brincar com ela e estarmos no mimo de manhã e à noite.

Eu vou explicando que a mãe tem um bebé na barriga que vai nascer e que vai estar aqui connosco, etc. Ela fala bastante vezes do bebé e no outro dia, quando cheguei, ela perguntou-me se ele já tinha nascido. 🙂

Mas de há uns tempos para cá tenho começado a sentir o oposto – ciúmes pelo António! Porque ela está numa fase tão engraçada, surpreende todos os dias com uma expressão nova ou com os mimos que dá a toda a gente que todos lhe vão achar mais graça a ela na mesma. A primeira é a primeira!

Mas o mais assustador são os ciúmes que vou sentindo por ele relativamente a mim. Não acho especial graça a recém-nascidos e nem entendo as pessoas que acham. Não há interacção até aos 3/4 meses, só dormem, comem e choram… Por isso, também a mim me vai apetecer passar mais tempo com a Luisinha do que com o novo bebé?… Será?…

Já ouvi muitas mães dizerem que sofreram imensos ciúmes pelos filhos mais velhos quando estavam à espera do segundo… Mas e ao contrário? Alguém sentiu isto?

Afinal ainda há gente normal

Finalmente alguma grávida que também está com este ar…. maternal.

Estava a sentir-me sozinha neste mundo de skinny-pregnants e eis que aparece Sua Alteza Real a fazer jus aos seus 7 meses de gravidez (exatamente como eu) com este ar rechonchudo com a cara inchada e ombros arredondados.

Kate, #tamojunto.

 

Orgulho “patético” incontrolável

Fomos ao pediatra com a Luisinha.

Das outras vezes tinha sido um filme – mal via a médica desatava aos berros, não colaborava com nada e trepava por mim acima.

Já não íamos há algum tempo por causa do descolamento, a consulta calhou na altura em que estava em repouso absoluto e fui atrasando, por isso, desta vez, já está bem mais velha e eu fui preparando terreno ao longo do dia – expliquei-lhe que íamos ao médico e que ela ia mostrar “o bigo”, a barriga, a boca, os ouvidos e que tinha lá muitos brinquedos para brincar.

A consulta atrasou-se imeeeenso e só entrámos perto das 23h. “Ela já está com sono, vai ser lindo” – pensei eu. Mas na sala de espera ficou entretida e super vivaça.

Entrámos e ela foi top! Respondeu a todas as perguntas, fez conversa com a médica, mostrou bem que já se explica muito bem, deixou que a médica lhe visse os ouvidos, a boca, os pés, etc.

É muito segura de si”; “é uma menina de luxo”; “Está bastante avançada a falar”; “Está ótima!” – frases que fomos ouvindo e que me deixaram com um orgulho patético que não consegui disfarçar.

Mas quê?? Eu não sabia que ela está avançada a falar? Que sabe o que são mãos, sapatos, chapéu, etc (testes que a pediatra foi fazendo). Estava a espera de más notícias? Porque fiquei tão babada?

Ahaha

É nestes momentos que tenho plena consciência de que “Sou mãe”.

Gastos de Natal vs. Gastos de saldos

Tenho todos os gastos de Natal registados desde que me casei, tudo em excel direitinho, para me obrigar a cumprir o budget. Corre bem e acho que tenho conseguido dar bons presentes com esse montante fazendo ajustes aqui e ali.

Passados literalmente uns dias de tanto controle:

S A L D O S!

E nesta febre de oportunidades que me ataca fortemente, não registo nada! Não controlo nada do que gasto e parece que não sinto a pressão de gastar porque vale tudo suuuuuuper a pena…! E vale, não vale? :p

Este ano não comprei (quase) nada para mim porque o meu estado de graça não me entusiasma a comprar grande coisas de roupa nem sapatos. Mas acho que fiz excelentes compras para casa e alguma coisa para os babies.

By the way, preciso de ideias de marcas de roupa clássica para bebé e/ou com conjuntos matchy para rapaz e rapariga. Ir às lojas de shopping é deprimente. Não gosto de nada para eles! Mandem-me sugestões!

 

Um começo de ano… estranho

Como já escrevi aqui no ano passado, sempre liguei imenso à passagem de ano. Não só à meia-noite propriamente dita como principalmente àquilo que representa – a oportunidade de começarmos de novo!

Este ano, pela primeira vez, senti-me um bocado perdida sem saber que planos traçar, a que propósitos me deveria propor. Vivi o dia 1 com alguma ansiedade porque não tinha nada para começar ou para mudar! Pela primeira vez, que me lembre!

O ano de 2018 vai ser “partido ao meio” ou talvez em três partes: 1) continuação da gravidez (zzz zzz); 2) nascimento do António Maria e licença de maternidade; 3) regresso ao trabalho. São três etapas tão distintas que não consigo traçar um objetivo transversal, para todo o ano.

Vai ser um ano tão atípico que quase que já me apetece pensar nos propósitos para 2019! 😀 (tão eu…)