ARE YOU AN HIGHLY EFFECTIVE PERSON?

A minha amiga Sofia partilhou hoje este vídeo no nosso grupo de Facebook:

São os 7 hábitos de pessoas altamente eficazes/eficientes (by Stephen Covey).

Aconselho a ver o vídeo completo mas, resumindo, os 7 hábitos são:

  1. Be Proactive
  2. Begin with the end in mind
  3. Put first things first
  4. Think win-win
  5. Seek first to understand, then to be understood
  6. Synergize
  7. Sharpen the saw

Identifico-me mais com alguns dos tópicos do que com outros, mas fiquei a pensar especialmente no 4. Think win-win; especialmente na frase:

“For you to win, another person does not have to lose

A minha geração está a ser formatada para ser o mais competitiva possível, a acreditar que deve dar o melhor de si e destacar-se PORQUE não há lugares para todos (e não pela visão romântica de nos elevarmos ao nosso potencial máximo).

Estamos habituados e confortáveis a viver neste ambiente em que formalizamos tudo por mail e com conhecimento dos chefes dos outros e guardamos informação para usar em reunião para o caso de nos termos de defender. Isto com a maior naturalidade do mundo, perdendo-se o valor da palavra, a crença na bondade e boa vontade do outro e a confiança.

Noto isto e tenho consciência de que a minha realidade é uma pequena amostra do que existe e de que esta forma de trabalhar é simplesmente a forma “normal” e que não estamos conscientemente mal intencionados ao fazê-lo. Mas se pararmos um pouco para pensar, a verdade é que andamos todos a olhar para o nosso próprio umbigo e que se nos pudermos destacar das outras equipas ou de outros colegas, vamos agarrar a oportunidade sem hesitar. E mais! Os nossos adversários colegas vão compreender perfeitamente porque “há-que fazer pela vida”.

A frase que destaquei é forte e, na minha reflexão, pensei em muitas situações em que ninguém “perde” efetivamente mas que, de alguma forma, demonstram que trabalhamos na defensiva, sempre preparados para atacar se for para sairmos por cima ou provar que a culpa não foi nossa.

Já pensaram nisto? É assustador. E o pior é perceber que não o fazemos conscientemente, não sentimos que estamos a trabalhar assim, e que isto é simplesmente o sistema normal de trabalho. É “o natural”.

Se dá para mudar? Não, porque a verdade é que não há realmente lugar para todos e não vamos ser nós os lorpas 🙂

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Work, work!

Esta imagem esteve no meu Desktop durante algum tempo.26-05-2014 14-23-48Servia como motivação para o meu dia-a-dia, numa fase inicial da minha carreira na área da formação.

Acho que quando somos realmente bons e competentes, vamos conquistando o nosso lugar na área, dentro da empresa e, mais tarde, no mercado e agrada-me a ideia de ir a um evento profissional ou a uma reunião ou de aparecer numa empresa e não me ter de apresentar por me ter tornado (re)conhecida pelo meu trabalho.

Parei algumas vezes para pensar nesta frase e isto dava-me força para combater alguns momentos de preguiça ou desanimo (momentos normais em qualquer trabalho).

Mas e se não quisermos ser uma referência na área em que trabalhamos? E se isto deixar de ser suficiente para nos motivar?

Estará na altura de repensar a área em que quero ser reconhecida e voltar a dar sentido a esta frase? Ou terei de arranjar outra que me motive?

O QUE É HOJE O COMPROMISSO PROFISSIONAL?

UM TEMA MAIS SÉRIO.

Se estivermos atentos a outras oportunidades profissionais, estamos menos comprometidos com a empresa onde trabalhamos?

Tenho pensado nisto.

Na semana passada participei na Expo RH e, de entre muitas intervenções que pouco acrescentam ao que já conhecemos, houve uma que me deixou a pensar.

A Custódia Cabanas, uma espanhola especialista no engagement, apresentou dados atuais sobre o que chamou de

espiral descendente de compromisso”. 

Expôs, muito claramente, as dificuldades que as empresas encontram hoje para manter os seus colaboradores comprometidos com o seu projeto. Falou do maior perigo a que as empresas estão expostas: o facto de nos mantermos nos mesmos empregos por falta de alternativas!

Os colaboradores mantém-se nos mesmos lugares, ainda que insatisfeitos porque não têm para onde “fugir”.

Isto significa que cada empresa conta com uma fatia significativa de colaboradores não comprometidos (o estudo apresentado estima mais de 50%) que, consequentemente, produzem menos, têm menos ideias e faltam 3x mais do que os outros.

Num tom provocador, outro orador, disse a propósito do mesmo assunto:

“Como é que uma empresa trabalha se 50% dos computadores não funcionarem?”

Pois, 50% dos colaboradores descomprometidos, é quase tão grave como a avaria de metade dos computadores da empresa.

Outro problema é identificar os descomprometidos.

O compromisso é um sentimento, é algo intimo.

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Apenas a pessoa sabe se está comprometida ou não e escolhe o que quer demonstrar. É muito difícil medir o compromisso no trabalho – sobretudo numa grande empresa em que é impossível acompanhar as atitudes e ouvir os comentários de cada colaborador.

Por isso o desafio é ainda mais complexo.

Para agravar, somos educados a que temos a responsabilidade de construir a nossa carreira! Em comparação com as carreiras do antigamente, em que os empregos eram para a vida (bo-ring).

E mais! Somos educados a ser ambiciosos – incutem-nos a ideia de que “se quiseres, vais longe” ou do “never stop dreaming”

(como se houvesse um lugar “lá em cima” para todos; como se todos tivessem um talento especial ou uma capacidade diferenciadora).

Assim, a minha geração, tende a estar activamente à procura de emprego, nunca 100% satisfeita com o que tem, ainda que comprometida.

Diz-se já que os quadros executivos das empresas estão num processo constante de networking e só ficam em média 30 meses no mesmo cargo e na mesma empresa… Podemos pensar nalguns casos que comprovem isto.

Eu digo até mais – tenho a sensação que por vezes as pessoas procuram novas oportunidades e participam em processos de recrutamento quase por obrigação. Sabendo interiormente que não querem deixar a empresa, quase torcendo para que as condições oferecidas no novo emprego não sejam tentadoras.

Mas têm de o fazer; sentem a pressão para o fazer.

Quanto a mim, posso dizer que me sinto comprometida com a empresa onde trabalho, com o projeto em que estou envolvida e mantenho-me atenta ao mercado, na expectativa de não deixar passar a minha oportunidade.

Não sinto que isto atenue em nada o meu compromisso e orgulho na empresa.

Penso que as empresas têm hoje um desafio para tentar fazer com os colaboradores parem de pensar em qual vai ser a sua próxima etapa:

tornar-se constantemente num projeto emocionante!

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#workinggirl