O peso na gravidez

Para quem me conhece (ou vai conhecendo) pode imaginar o stress que é o aumento de peso, para mim, durante a gravidez. Não o aumento das gramas (quilos) em si – porque já estamos racionalmente à espera e é o que tem de ser – mas o aumento de volume, a mudança de corpo (absoluta).

Ainda por cima hoje em dia as grávidas são todas magríssimas, com pernas skinny e ossos do peito à vista…! Não é como antigamente. A minha mãe e tias enfiavam-se numas jardineiras de ganga tamanho XXL e ninguém sabia o que se passava lá dentro ao longo da gravidez.

Jardineiras de ganga? Não, obrigada. Não quero parecer um ovo kinder com as alças sempre meias a descair por causa dos ombros arredondados :s

Nesta segunda gravidez, como tenho de estar em repouso, por um lado, não posso abater nada do que como porque estou proibida de fazer qualquer tipo de atividade física e, por outro, o tempo demora muito mais a passar estando em casa e, por isso, tenho muito mais vontade de comer.

Por isso, faço um apelo para quem se cruzar comigo durante os próximos 4 meses: não vamos abordar este assunto nem ter conversas como:

  • “Ai estás mesmo com ar de grávida!”
  • “Estás tão bem! Já tens cara de grávida!”
  • “Estás mesmo bonita. Tens aquele brilho especial de quem está à espera de bebé!”

…ou outros derivados.

Todos estes comentários amorosos que vos apraz dizer, são traduzidos para qualquer grávida como “MEU DEUS, ESTÁS TÃO GORDA E INCHADA!”. Portanto, não abordar o assunto, falar sobre outras coisas por favor.

(Depois há a minha avó. Sempre que me vê diz que estou cada vez mais magra. 🙂 Isso também não… ok? O ideal é não abordar o tema mesmo.)

Obrigada.

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I’m addicted to you

Comecei em dietas há 10 anos e, desde aí, fosse em fases de maior rigor ou de mais desleixo, nunca deixei de comer (pelo menos) um quadrado de chocolate por dia. Sempre consegui emagrecer normalmente, apesar disso, e aquele momento sabia tão bem que eu nunca abdiquei dele.

Nesta gravidez, com a enchente de hormonas e o stress do descolamento, acabei por fazer alguns abusos, na maioria das vezes com chocolate à mistura.

Um dia, o Tó trouxe-me uma mão cheia de chocolates! E durante uma semana eu comi um chocolate por dia. E não estou a falar de um quadrado, falo de um kit-kat num dia; no dia seguinte, uns M&Ms; no terceiro dia outro qualquer, and so on.

No último dia decidi calmamente que durante uma semana não ia tocar em chocolate, que ia fazer uma desintoxicação. Achei que era só decidir e pronto. Pois descobri que sou verdadeiramente viciada em chocolate.

Toda a vida ouvi dizer que chocolate vicia, que coca-cola vicia, etc. Mas para mim, os verdadeiros vícios eram tabaco, álcool e jogo… Nunca pensei que podia ser fisicamente viciada em chocolate!

Consegui passar uma semana sem tocar em chocolate mas SOFRI. Sofri mesmo. Não me conseguia concentrar em nada, estava sempre a pensar em chocolate! Arranjava desculpas constantes para quebrar a minha promessa e ir comer nem que fosse só um quadradinho…!! E fiquei mesmo espantada com os processos psicológicos pelos quais passei para resistir! Quase senti literalmente o diabinho e o anjo nos meus ombros – estilo o anúncio do brigadeiro.

E eu nunca me vicio em nada – nunca me viciei em nenhum jogo muito dificilmente me vicio numa série – mas, pelos vistos, tenho um vício há anos e nem sabia!

Mais alguém se acusa?

BACK ON TRACK

Esta 2ª feira voltou finalmente a ser “Dia de Recomeço”.

Voltei finalmente à dieta e estou ansiosa por voltar a fazer exercício físico.

Calma, dieta = alimentação saudável

(para quem está já a pensar que não posso fazer dieta por estar a dar de mamar.)

Durante a gravidez acabei por comer imensas porcarias porque tinha a desculpa perfeita e depois de nascer o bebé ainda foi pior porque nasceu na altura da Páscoa (e eu sou louca por amêndoas) e porque toda a gente me encheu de chocolates e coisas boas para comer (e engordar). A acrescentar a isto foram todos os lanches com visitas cá em casa e o facto de estar em casa dos meus pais onde há sempre tentações e é mais difícil controlar o que como.

Apesar de tudo, tive sorte porque aparentemente estou “ótima para quem acabou de ter um bebé” (toda a gente me diz isto), mas a verdade é que ainda tenho muito para recuperar e o verão é já daqui a 2 meses.

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8 dias depois do parto

Na verdade até estou com vontade de voltar a ter cuidado, de me sentir a emagrecer e mais ativa. Infelizmente o meu médico só me deixa fazer exercício 1 mês depois do parto mas posso começar já a fazer caminhadas (se o tempo deixar…).

O meu objetivo até ao verão é perder 6kg mas mais importante do que isso vai ser o exercício porque quase 9 meses parada e uma barriga esticada com 3kg de gente lá dentro não passam despercebidos.

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11 dias depois do parto

Espero que seja verdade que o facto de estar a dar de mamar me ajude a perder os quilinhos a mais, ao contrário dos 10kg que várias pessoas me disseram ter perdido logo depois do parto – não aconteceu comigo. Nos dias seguintes ao parto sentia-me mais gorda e inchada do que quando fui para a maternidade.

Estou super motivada, e vou conseguir!!

Sei que muita gente vai achar estúpido estar já com esta preocupação mas para mim, gostar da minha imagem é mesmo importante para me sentir bem e já me esforcei muito ao longo dos anos para isso e sempre compensou. Portanto chegou a altura de entrar nos eixos.

QUANDO OS COLEGAS DE TRABALHO…

…nos obrigam a estragar dieta.

Há uns tempos descrevi a forma como somos bombardeados no nosso dia-a-dia com pressões para comermos coisas que boas e que engordam.

Neste período de férias estas pressões intensificam-se e, como metade das pessoas estão de férias, é muito mais difícil passarmos despercebidos e tomar só um café, sem ninguém notar que não tocamos nos bolos e nas bolachas que todos alegremente partilham – porque nunca engordam; porque comer bolos à semana é indiferente para eles…!

Agora os argumentos são outros:

Oh eles vão de férias… e nós viemos de férias e estamos deprimidos… temos de ir comer.”

Trabalhar no verão ninguém merece! Temos de ter alguma coisa boa!

Estamos em Agosto… é mês de férias, começas em Setembro, anda lá!

Vais ficar aqui a almoçar sozinha com este dia tão bom? Não sejas parva.”

Qual é o problema de mais um quilinho? Estás morena, nem se nota!

…and so on…

E a verdade é que a maioria das pessoas não compreende o stress com o peso e as dietas e, se o levar ao limite e nunca ceder, vou ser vista quase como uma desequilibrada ou obcecada.

E por isso… hoje, sexta-feira, dia de semana normal – almocei McDonalds.

E sim, estou a bater mal com isso! E os meus colegas de equipa estão na mesma como se tivessem almoçado peito de frango com salada.

Ainda por cima a uma sexta-feira! Significa que já não vou fazer nenhum esforço até segunda-feira… Porque “perdido por 100, perdido por 1000!”. Bem… era pior se tivesse sido numa quinta.

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SEGUNDAS, DIA DE RECOMEÇO – SÓ SOPA

Mais uma segunda, mais um recomeço.

Durante o fim de semana “comi normal” – ou seja, (quase) sem preocupações e por isso, hoje foi mais um recomeço. Prova superada! Para além de ter conseguido dieta, consegui ir ao ginásio!

Consegui jantar “só sopa” e foi sobre isto que pensei hoje.

De todas as técnicas de dieta (e eu já experimentei muitas!) não tenho duvidas de que esta é a mais eficaz: jantar só sopa.sopa-detox

Apesar de saber que é tiro e queda nunca consigo! Digo que hoje jantei só sopa mas a verdade é que comi também um ovo cozido. Porque, para mim, é realmente difícil comer unicamente sopa.

Admiro-me muito com aquelas pessoas que dizem “ai lá em casa jantamos só sopa e fruta… já nos habituamos e chega-nos.” – WHAT??

Eu, quando consigo jantar só sopa (raríssimo) fico louca de fome passado 1 hora… Como é que famílias despreocupadas com o peso conseguem de livre vontade jantar só sopa e fruta? Não consigo perceber!

De qualquer forma, posso garantir de que esta é a forma mais rápida para emagrecer! No dia seguinte acorda-se cheia de fome e com o estômago colado às costas e na maioria das vezes, mais leve – compensa muito! Especialmente antes de uma festa ou algum dia especial em que nos queremos sentir mais magras, é muito bom jantar só sopa uns dias antes.

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Jantar sopa pode ser uma boa maneira de recuperar um dia de asneiras. Na maior parte das vezes, quando faço asneiras durante o dia, descambo para o dia todo e também ao jantar. Mas cada vez mais consigo não o fazer e faz muita diferença.

Se durante o dia tiver um evento profissional (coffeebreaks….!!!!) ou se não levei almoço e comi uma sandwich ou não consegui resistir a um bolo ao lanche, acredito que se conseguir jantar só sopa, é possível recuperar das kcal ganhas.

Mas idealmente, e é disto que falo, fazer um dia de dieta e conseguir jantar sopa – isto sim, é infalível!

Claro que a sopa não pode ter batata, nem feijão, nem abóbora, nem ervilhas e preferencialmente não deve ter cenoura.

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Para me alimentar mais, quando decido jantar só sopa, prefiro sopas com couves ou alguma coisa sólida para mastigar. Para além disto, gosto de pôr um bocadinho de queijo (fatias, cortadas aos bocados – derrete-se na sopa e fica ótimo) ou um ovo cozido (que também ponho na sopa aos bocadinhos). E pode-se comer a quantidade de sopa que se quiser, até saciar.

Acontece-me, muitas vezes, ainda não estar saciada mas não conseguir comer mais sopa. Neste caso:

  • Ou aplico o truque da Pamela Anderson – vou lavar os dentes para ficar com o sabor da pasta dos dentes, em vez do da comida – ajuda a distrair da vontade de continuar a comer.
  • Ou tomo um café ou descafeinado com um quadradinho de chocolate preto – sim, eu como chocolate preto em dieta e não quero abdicar disso.

fridge_snackingFico bem durante 1h. Depois disto………..começam as visitas à cozinha e ao frigorífico. Começa a luta interminável e calada entre mim e a comida. Olho para umas bolachas e penso:

– “não, pelo amor de Deus, eu sou uma pessoa, vou perder para umas bolachas?”

– “…mas estão-me sempre a dizer que não preciso de dieta. Se calhar não preciso… Paciência, vou comer.”

– “Não! Não vou comer! Como amanhã ao pequeno-almoço. Vai saber tão bem…”

– “Oh estou cansada, também mereço. Vou comer só duas.”

E nalguns dias ganho, noutros dias perco para as bolachas. E quando perco, é muito triste – NÃO COMPENSA!

Neste momento já só restam três alternativas:

1. Ir para a cama (se conseguir adormecer com tanta fome)

2. Comer mais sopa

3. Comer uma gelatina

(nem ponho a hipótese de continuar na sala cheia de fome e não comer nada)

Hoje consegui jantar sopa mas só passaram 40 minutos….

De certeza que os pitosgas como eu, reveem-se nesta imagem! Ehehe

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TODAS AS SEGUNDAS, UM RECOMEÇO

DIETA

É um tópico importante a conhecerem sobre mim.

Nasci bastante pesada (5kg…!) e sempre fui uma criança gordinha. Tenho muita tendência para engordar e vivo com essa consciência e cada vez me adapto melhor a essa realidade.

Mas nem sempre foi fácil.

Adoro comer! Comer é (talvez) o maior prazer que temos e, para piorar, a tentação de comer persegue-nos para todo o lado: na nossa cultura todos os programas envolvem comer, sejam familiares, sociais ou profissionais e para não ficar uma bola tive de aprender a controlar-me.folhados

Com 18 anos entrei nesta loucura da busca pelo peso ideal e pela “perfeição” – uma imagem que a sociedade me obrigou a construir e que nunca conseguirei alcançar porque simplesmente não é o meu formato de corpo. Não sou alta, não tenho as pernas longas e magras… E durante algum tempo aceitar/ver isto foi difícil para mim.

E continua a ser, nalguns momentos.

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Aprendi a conhecer o meu corpo, os meus limites e as minhas capacidades de auto-controlo e consegui emagrecer cerca de 10kg. Demorei 1 ano a emagrecer porque não me privei de comer o que me apetecia aos fins de semana.

Podia ter emagrecido mais rápido, mas nunca ia aguentar tanto tempo e o meu peso facilmente voltava ao inicial, se assim o tivesse feito.

Passados 7 anos ( !!!! ) sou uma mulher magra. Mantenho-me com um peso que me agrada (embora nunca seja o suficiente) e parece-me que já descobri o meu equilíbrio – aquilo que funciona para mim e me possibilita viver com esta consciência, esforçando-me mas tirando partido da vida e das coisas boas.

Tenho muito para dizer sobre isto…

Mas ficará para outra altura.

Hoje é segunda-feira. E todas as segundas são dias de recomeço.sopa de broculos

Segunda feira é aquele dia em que acordamos sem fome (até um pouco mal dispostas com o que comemos no fim de semana) e tomamos o pequeno-almoço “à força” porque nos ensinaram que é a refeição mais importante do dia e porque sabemos que estamos em dieta e psicologicamente já temos fome.

maça

Fazemos dieta perfeita porque ainda temos baterias carregadas no fim de semana e até fazemos exercício. Estamos animadas e temos força para enfrentar uma semana recheada de tentações que nos vão ocupar a cabeça e causar (muitos) momentos de desassossego e ansiedade.

Mas e se?

E se à segunda feira não trazemos o almoço para o trabalho? Ficamos restringidos às opções da cantina ou do bar – e já não fazemos tão dieta como queríamos. Ficamos irritadas, resmungamos enquanto almoçamos e os colegas invariavelmente dizem “Oh deixa lá isso, uma vez não faz mal…”

E se um colega de trabalho faz anos? E insiste até ao limite para comermos uma fatia de bolo, dizendo que fica ofendido se não o fizermos porque… “Uma vez não faz mal...”

E se alguém nos estende um pacote de m&ms? E quando dizemos que não queremos, dizem “Oh só dois não faz mal…”

E se temos um momento de stress no trabalho e somos bombardeados com uma prateleira de chocolates ao pé da máquina de café? Pensamos “eu mereço, o dia está a correr mesmo mal e amanhã recomeço.”

E se não jantamos em casa? E mesmo comendo só carne/peixe e salada, alguém insiste para repetirmos ou para comermos um bocadinho de doce porque… “Uma vez não faz mal…

Courgete

Os nossos dias estão recheados de encolher de ombros e olhares de incompreensão e até de “pena”, como quem olha para um doente, quando somos magras e fazemos dieta.

E isso é só mais uma coisa com que temos de lidar. Para além de todas as tentações que nos aparecem durante o dia. Mas também, mais coisa, menos coisa… Pff…

Hoje é segunda-feira, é dia de recomeço!

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